Quais são os principais riscos de uma licitação?

Participar de uma contratação pública pode parecer uma grande oportunidade, mas sem os cuidados certos, pode virar uma baita dor de cabeça, pois muitos são os riscos de uma licitação.

E não é à toa: lidar com contratos governamentais traz desafios que podem pegar muita gente desprevenida. 

O problema é que, diferente do mercado privado, onde um erro pode ser corrigido com um acordo amigável, no setor público as consequências são duras e rápidas. 

Errou? Prepara-se para multas, suspensões e até processos judiciais. 

E não vai adiantar dizer que não sabia; o governo não quer desculpas, quer resultados.

Fique com a gente, pois no artigo de hoje vamos falar:

  • Quais são os principais riscos de uma licitação;
  • Como se preparar adequadamente para uma licitação;
  • O que fazer para se proteger;
  • E muito mais…

Vale a pena participar de licitação?

Participar de uma licitação não é uma tarefa para os fracos de coração. 

Entretanto, o mercado é promissor, com um pedacinho generoso de 14,5% do PIB brasileiro vindo de contratos públicos.

Simplesmente ignorá-lo é deixar de lado um universo de possibilidades lucrativas.

É verdade que existem desafios, como a complexidade dos editais e a necessidade de uma documentação rigorosa. 

No entanto, ao se preparar adequadamente, esses obstáculos podem ser superados. 

Além disso, participar de licitações estimula a profissionalização da sua empresa. 

Ao atender aos critérios exigidos pelo setor público, você aprimora processos internos, melhora a qualidade dos seus produtos ou serviços e se torna mais competitivo no mercado como um todo.

Outro ponto importante é a estabilidade que os contratos públicos podem oferecer. Diferentemente de negociações no setor privado, onde acordos podem ser interrompidos repentinamente, as licitações garantem compromissos firmes por períodos determinados.

Não podemos esquecer também que, apesar da concorrência, existe espaço para todos. Muitas vezes, empresas deixam de participar por medo ou desconhecimento, reduzindo a competição em determinados setores. 

Ao se posicionar de forma estratégica, você pode encontrar nichos pouco explorados e conquistar bons contratos.

Por fim, é importante ressaltar que os riscos fazem parte de qualquer atividade empresarial. 

O segredo está em gerenciá-los de forma inteligente. Com planejamento, estudo de mercado e uma boa estratégia, os benefícios de participar de licitações superam em muito os possíveis contratempos.

Quais são os riscos de uma licitação mais comuns?

Agora falaremos de alguns dos riscos que uma empresa corre ao participar de licitações.

Não prometa mais do que pode cumprir

Se você não tem experiência de mercado, não finja que tem. A entrega de um produto ou serviço exige perfeita ciência do que está sendo feito – não vá na inocência. 

É necessário levar em consideração uma série de fatores que incidirão diretamente no lucro: mão de obra, infraestrutura, transporte, impostos, sazonalidade do produto, são alguns deles.

A principal responsabilidade pelo cumprimento do contrato é sua. É necessário estar preparado para responder adequadamente às possíveis eventualidades que possam ocorrer no percurso. 

É claro que é impossível levar em conta todas as variáveis, mas uma experiência sólida em sua área de atuação lhe fornecerá a base necessária para reagir e improvisar de acordo com cada situação.

Atenção ao tempo necessário para entregar o produto ou serviço. Se você não for capaz de cumprir o prazo, poderá sofrer penalidades gravíssimas – indo desde multas até a suspensão do seu direito de licitar e contratar com a Administração Pública. 

Não adianta argumentar que não havia tempo suficiente ou que você não sabia: esse tipo de coisa não funciona com o governo e as penalidades, certamente, virão. 

Por isso, seja sincero quanto às reais condições e capacidades da sua empresa. Lembre-se: o peixe morre pela boca. Não tente engolir contratos maiores se ainda não possui a experiência necessária para tal. 

Custos imprevistos

Muitas empresas, principalmente aquelas que vão participar de licitações do tipo Menor Preço, se envolvem em uma sinuca de bico à toa. No desespero para ganhar a disputa, jogam o preço lá embaixo para se tornarem competitivas. Algo válido, mas que deve ser feito com muita calma e responsabilidade, ou você será obrigado a cumprir um contrato cujo valor não cobre os custos. 

O que fazer nessa situação? 

Não adianta justificar que a empresa está tendo prejuízo. Depois que ganhou a licitação, deve-se finalizar o serviço pelo preço acordado. É possível rescindir o contrato, mas, novamente, existirão consequências graves para o negócio.

Por isso, antes de participar de qualquer certame, tenha bem em mente qual é o preço mínimo que você é capaz de fornecer. Bote todos os gastos em uma planilha e, com base nele, fixe um preço. 

Não desça abaixo do seu menor valor motivado pela vontade de ganhar, você ainda terá muitas outras chances para fechar negócios com o governo. Por exemplo, diariamente publicamos mais de 4000 novas licitações em nossa plataforma, chances para você ganhar outros contratos não faltam. 

Falta de capital de giro

É chato quando acontece, mas a administração pública pode atrasar o pagamento. Ao contrário do que acontece no mercado privado, mesmo nessa situação, você ainda é obrigado a prestar o serviço, não tem jeito. 

Então avalie: na eventualidade da administração atrasar, é possível manter o serviço? 

Se a resposta for negativa, cuidado. 

Seu negócio pode estar operando em risco. Nada te proíbe de fazê-lo, mas pelo menos, corra o risco consciente, sabendo o que está fazendo e quais as consequências que você se dispõe a sofrer caso os piores cenários se concretizem.

E se precisar de ajuda, confira nosso artigo sobre como cobrar a administração pública em caso de atrasos no pagamento. 

Como evitar os riscos de uma licitação?

Um dos principais erros é não entender bem o edital

Muitas empresas são desclassificadas porque não cumprem requisitos básicos simplesmente por não terem se atentado às especificações. 

Cada detalhe conta, e ignorar informações pode levar à eliminação logo no início.

A questão da documentação é outro ponto crítico. 

Apresentar documentos incompletos ou com informações incorretas é como esquecer a carteira ao sair de casa: você não vai muito longe. 

Certidões vencidas, faltando assinaturas ou documentos obrigatórios podem jogar por terra todo o esforço investido até ali. 

Formar o preço de maneira inadequada é outro perigo. 

Na tentativa de oferecer o menor valor e vencer a concorrência, algumas empresas acabam não cobrindo nem os próprios custos. 

Erros durante a fase de lances também são frequentes. Uma simples distração ao digitar um número pode resultar em um lance muito acima ou abaixo do pretendido. 

Já pensou confundir 1.000 com 10.000? 

A atenção nesse momento é vital para evitar equívocos que podem comprometer todo o processo.

Não acompanhar todas as etapas da licitação é outro risco comum. Muitas vezes, após a fase de lances, as empresas relaxam, achando que o pior já passou. 

Esquecer de verificar comunicados, prazos e possíveis recursos é como abandonar um filme antes do final: você perde informações importantes que podem afetar o desfecho.

Assumir compromissos que não pode cumprir é um erro grave. O governo espera que os contratos sejam honrados à risca, sem atrasos ou falhas na qualidade. 

Se a empresa não tem capacidade para entregar o que prometeu, pode enfrentar multas pesadas, danos à reputação e até ser impedida de participar de futuras licitações. 

É preciso avaliar honestamente se é possível cumprir todas as exigências antes de se comprometer.

Por último, desconhecer o mercado e os concorrentes pode colocar a empresa em desvantagem. 

Entrar em uma licitação sem saber quem são os outros participantes é como jogar um jogo sem conhecer as regras dos adversários. 

Pesquisar sobre as empresas concorrentes, entender suas propostas e estratégias pode ser o diferencial entre vencer ou não.

Ficou com alguma dúvida?

Apesar de todos estes pontos de atenção, o mercado de licitações públicas continua sendo o mais lucrativo que existe, pois o governo tem demanda infinita e está sempre aberto a novos contratos.

Riscos estão presentes em qualquer tipo de negócio, não há como fugir deles. A questão é saber que muitos são os riscos de uma licitação e você deve se preparar para gerenciá-los da melhor forma possível.

Se tiver qualquer dúvida, fale conosco nos comentários.

Estamos à disposição para ajudá-los. 

Um grande abraço e ótimos negócios!

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3 Comentários

  1. O mais triste nesse ramo é saber da existência de vários vícios e ilícitos praticado dos dois lados do balcão e o pior ainda é uma empresa que até o momento seja idônea tenha que se corromper para continuar viva e quando descoberta ela é quem é o corrupto ativo e o ordenador de despesas é passivo.

  2. A grande verdade é que muitas pessoas físicas estão criando pessoas jurídicas para “ganhar licitação”, sem se atentar à realidade da prestação dos serviços. Essas empresas não conseguem cumprir o contrato e estas mesmas pessoas físicas abrem outras empresas em nome de terceiros e assim vai se tornando uma “bola de neve”.
    Não há um estudo relacionando cumprimento integral de contrato à prestação de serviços ou fornecimento , um percentual de quantas destas estas empresas que ganham a preços baixíssimos conseguem finalizar o contrato.
    Enquanto isso os órgãos lucram com a produtividade impossível de ser alcançada. E a questão é: isso não está saindo mais caro?