Preço Inexequível: o que é e o que diz a Nova Lei de Licitações?

Preço inexequível é o valor que não permite executar o objeto da licitação com os custos e as obrigações previstos no edital. A inexequibilidade é assunto que gera dúvidas aos agentes públicos e licitantes. Contudo, desconto elevado, isoladamente, não comprova que uma proposta seja inviável.

A Lei nº 14.133/2021 trata o tema no julgamento das propostas e permite diligências para esclarecer a exequibilidade. A análise depende do objeto, do regime aplicável e da possibilidade de o licitante demonstrar que sua proposta é viável. Para situar essa análise, veja as fases da licitação.

Resumo do Artigo

  • Preço inexequível é aquele que não permite cumprir o contrato nas condições exigidas; desconto elevado, isoladamente, não comprova inviabilidade.
  • O art. 59 da Lei nº 14.133/2021 prevê a desclassificação por inexequibilidade e admite diligência para examinar a proposta.
  • Em obras e serviços de engenharia, o art. 59, § 4º, indica o patamar inferior a 75% do orçamento; a aplicação exige considerar a jurisprudência do TCU sobre comprovação da exequibilidade.
  • Para engenharia, o valor abaixo de 85% do orçamento aciona a garantia adicional do vencedor, e não um segundo limite de inexequibilidade.
  • Em bens e serviços em geral, a IN Seges/ME nº 73/2022 trata ofertas abaixo de 50% do orçamento como indício no seu âmbito de aplicação, sujeito à apuração.
  • O licitante pode demonstrar custos, produtividade, fornecedores, estoque e outras condições efetivas que sustentem seu preço.
  • A Lei nº 8.666/1993 foi revogada; seus critérios podem importar em situações submetidas ao regime anterior, observadas as regras de transição.

O que diz a lei 8666/93 sobre Preço Inexequível

A Lei nº 8.666/1993 foi revogada em 30 de dezembro de 2023. Os trechos a seguir são históricos: podem ser relevantes para contratos e procedimentos submetidos ao regime anterior, conforme os arts. 190 e 191 da Lei nº 14.133/2021, mas não devem ser aplicados como regra geral às novas licitações. Nesse regime anterior, o inciso II do art. 48 previa:

Art. 48.  Serão desclassificadas:

….

II – propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexequíveis, assim considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que comprove que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis com a execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas no ato convocatório da licitação. (Grifo do autor).

Critérios de engenharia no regime anterior

O mesmo dispositivo traz especificações sobre as obras e serviços de engenharia nas alíneas a e b, para as licitações de menor preço:

§ 1º Para os efeitos do disposto no inciso II deste artigo consideram-se manifestamente inexequíveis, no caso de licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia, as propostas cujos valores sejam inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos seguintes valores:              

a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinquenta por cento) do valor orçado pela administração, ou                 

b) valor orçado pela administração.              

§ 2º Dos licitantes classificados na forma do parágrafo anterior cujo valor global da proposta for inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se referem as alíneas “a” e “b”, será exigida, para a assinatura do contrato, prestação de garantia adicional, dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 56, igual a diferença entre o valor resultante do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta.

Presunção relativa e Súmula 262 do TCU

Da leitura dos dispositivos, poder-se-ia inferir que a desclassificação do licitante não possibilita revisão pela comissão. Contudo, o entendimento prevalente é de que essa determinação não é taxativa, ou seja, deve ser interpretada de forma relativa. Assim, caso o licitante apresente proposta com valor considerado inexequível, terá oportunidade para justificar e comprovar que é plenamente possível cumpri-la.

Esse é o entendimento do TCU, contido na Súmula 262: 

O critério definido no art. 48, inciso II, § 1º, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.666/93 conduz a uma presunção relativa de inexequibilidade de preços, devendo a Administração dar à licitante a oportunidade de demonstrar a exequibilidade da sua proposta.

No regime anterior, esse entendimento também se aplicava ao pregão eletrônico: a Lei nº 10.520/2002 previa a aplicação subsidiária da Lei nº 8.666/1993. Essas referências não substituem o art. 59 da Lei nº 14.133/2021 nas contratações regidas pela nova lei.

O ideal é que a comissão de licitações inclua os parâmetros de preço inexequível já na elaboração do edital, o que pode facilitar o entendimento tanto para a comissão quanto para os concorrentes.

E o que diz a Nova Lei de Licitações e Contratos? 

Vejamos o próximo item.

Preço Inexequível na Nova Lei de Licitações

A Lei nº 14.133/2021 aborda a inexequibilidade entre os objetivos e os critérios de julgamento das propostas. O art. 11 estabelece como um dos objetivos do processo licitatório:

Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:

…

III – evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e superfaturamento na execução dos contratos; (grifo do autor)

Já o art. 59 traz os critérios de desclassificação das propostas:

Art. 59. Serão desclassificadas as propostas que:

…

III – apresentarem preços inexequíveis ou permanecerem acima do orçamento estimado para a contratação;

…

§ 4º No caso de obras e serviços de engenharia, serão consideradas inexequíveis as propostas cujos valores forem inferiores a 75% (setenta e cinco por cento) do valor orçado pela Administração.

O art. 59, inciso III, prevê a desclassificação por preços inexequíveis; o § 4º estabelece o patamar inferior a 75% do orçamento para obras e serviços de engenharia. O mesmo artigo admite diligência e a exigência de demonstração da exequibilidade.

Os percentuais do art. 48 da Lei nº 8.666/1993 pertencem ao regime anterior. Em novas licitações regidas pela Lei nº 14.133/2021, a análise deve partir do art. 59 e das normas complementares aplicáveis, sem combinar fórmulas de regimes distintos.

Oportunidade de comprovar a exequibilidade

A jurisprudência do TCU trata o patamar de 75% como presunção relativa, e não como fundamento suficiente para eliminação sumária. Deve ser oportunizada a demonstração da exequibilidade, conforme as circunstâncias do caso.

Isso porque as desclassificadas têm resguardado o direito de conhecer os motivos que levaram a Administração a considerar inexequíveis os seus preços, além de poderem demonstrar a viabilidade das respectivas propostas.

Assim, os percentuais legais têm funções específicas, mas não dispensam a avaliação dos custos e das condições concretas da execução. Preço competitivo e preço incapaz de sustentar o contrato não são a mesma coisa.

Como aplicar esses parâmetros e o que os licitantes podem fazer para demonstrar a viabilidade da proposta?

Veja os parâmetros complementares e, na sequência, como demonstrar a viabilidade da proposta.

Garantia adicional abaixo de 85% em engenharia

Para obras e serviços de engenharia, o art. 59, § 5º, prevê garantia adicional para o vencedor cuja proposta seja inferior a 85% do orçamento estimado. Não se trata de um segundo limite de inexequibilidade: os patamares de 75% e 85% têm finalidades distintas.

Bens e serviços em geral: indício de 50%

Nas contratações federais abrangidas pela Instrução Normativa Seges/ME nº 73/2022, propostas inferiores a 50% do valor orçado pela Administração constituem indício de inexequibilidade. Esse indício deve ser apurado por diligência; a desclassificação exige que fique demonstrado que o custo do licitante supera o valor proposto e que não existem custos de oportunidade capazes de justificar a oferta.

O parâmetro de 50% da IN nº 73/2022 não deve ser transplantado automaticamente para toda e qualquer licitação. É necessário verificar o âmbito de aplicação da norma, o edital e suas regras e o regime adotado pelo órgão responsável.

Mão segura caneta sobre gráficos impressos em uma mesa

Como evitar a desclassificação por preço inexequível

O principal objetivo é evitar o descumprimento do contrato e a descontinuidade do serviço público. Um preço menor pode resultar de eficiência, estoque, logística ou tecnologia própria; por isso, a análise deve considerar as condições efetivas do fornecedor, o objeto e as regras do edital.

A proposta não deve ser excluída sumariamente apenas porque apresenta desconto elevado. A comprovação da viabilidade precisa demonstrar que os custos e as obrigações da contratação podem ser atendidos, observados o regime e o critério aplicáveis.

Se houver desclassificação sem oportunidade de esclarecimento ou aplicação de critério inadequado, examine a decisão, os prazos e os meios de recurso cabíveis. Confira a fase recursal e as restrições às exigências do edital. Cada caso depende dos documentos da contratação; este artigo não substitui orientação jurídica específica.

Para evitar a desclassificação, confira o edital e prepare uma composição de custos coerente. Se houver diligência, responda dentro do prazo e pelos canais indicados, com documentos que expliquem como o preço sustenta a execução.

Enfim, e por tais motivos, é preciso que os licitantes estejam atentos ao edital, a fim de elaborarem propostas que estejam plenamente de acordo com o que ele prevê para que o projeto seja executado sem prejuízo para as partes contratantes, quer dizer, particular e ente público.

Como demonstrar que a proposta é exequível?

A comprovação deve ser compatível com o objeto e com as dúvidas apontadas pela Administração. Dependendo do caso, podem ser apresentados:

  • planilha detalhada de custos e formação do preço;
  • cotações, notas fiscais ou contratos que sustentem os insumos considerados;
  • memória de cálculo de produtividade, mão de obra e equipamentos;
  • evidências de estoque, condições logísticas ou ganhos de escala;
  • explicação documentada de vantagens comerciais ou custos de oportunidade;
  • outros elementos solicitados no edital ou na diligência.

Os documentos precisam explicar de modo objetivo como o preço cobre os custos e permite cumprir todas as obrigações da contratação. Uma justificativa genérica, sem conexão com a composição da proposta, tende a ser insuficiente. Separe a prova da exequibilidade da documentação de habilitação, organizada no checklist de habilitação: são avaliações distintas.

Para o passo a passo e os exemplos de cálculo, consulte o conteúdo específico: veja como avaliar e calcular a inexequibilidade de uma proposta.

Mãos seguram relatório financeiro enquanto uma caneta aponta para um gráfico

Se precisar de apoio para analisar uma decisão ou preparar recurso, conheça o Jurídico ConLicitação. O vídeo institucional abaixo apresenta o serviço; não substitui as fontes jurídicas e a análise de exequibilidade deste artigo.

Assista ao vídeo sobre a consultoria jurídica do ConLicitação no YouTube.

Perguntas frequentes sobre preço inexequível

Desconto alto é sempre sinônimo de preço inexequível?

Não. A oferta pode ser menor porque o fornecedor possui condições concretas de eficiência ou economia. O órgão precisa avaliar os elementos apresentados e as regras que se aplicam à contratação.

O que significam os patamares de 75% e 85% em engenharia?

Abaixo de 75% do orçamento, incide o critério do art. 59, § 4º, cuja aplicação deve considerar a orientação do TCU sobre oportunidade de comprovação. Abaixo de 85%, o § 5º trata de garantia adicional do vencedor. Os dois percentuais têm funções diferentes.

O indício de 50% vale para qualquer órgão público?

Não. O parâmetro da IN Seges/ME nº 73/2022 depende do âmbito de aplicação da própria instrução normativa, do objeto e do regime do procedimento. Não é correto aplicá-lo automaticamente às contratações estaduais, municipais ou de engenharia.

A Administração pode exigir documentação para demonstrar a viabilidade da oferta?

Sim. O art. 59 da Lei nº 14.133/2021 admite diligências e a exigência de demonstração da exequibilidade. A solicitação deve guardar pertinência com o objeto e com a dúvida identificada.

É possível contestar a desclassificação por inexequibilidade?

Conforme o regime e a fase da contratação, podem existir meios de contestação administrativa. O licitante deve examinar a decisão fundamentada, os prazos e as regras do edital, apresentando documentação que sustente a viabilidade da proposta.

O cálculo da porcentagem basta para provar que uma proposta é viável?

Não. Percentuais identificam sinais ou requisitos, mas não substituem a análise dos custos e das condições da execução. Para exemplos práticos, consulte o guia de cálculo de preço inexequível.

Ficou com alguma dúvida?

Em síntese, desconto elevado não dispensa a análise do objeto, dos custos e do regime aplicável. Os patamares de 75%, 85% e 50% têm funções e âmbitos distintos; por isso, a comprovação deve se apoiar nas condições concretas da proposta.

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Para preparar sua participação, veja o guia para começar a licitar e o guia básico sobre licitações.

Fontes

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14 Comentários

  1. Muito boa a análise dos senhor Eduardo Araújo, sob a ótica de licitantes que na maioria das vezes que atuam com o objetivo de derrubar a concorrencia, no setor serviços, principalmente na área da saúde no segmento de locação de equipamentos, a maioria importados, que atuam com o único objetivo de derrubar a concorrencia. Pois, a im portação está concentrado nas mão de poucos distribuidores, que atuam na venda, no atacado, no varejo e na locação desses equipamento. Porém, a locação não se refere somente à locação. Mas, também na instalação / desinstalação (por profissional habilitado), no fornecimento de insumos, na configuração desses equipamentos para o uso, principalmente, quando é de uso domiciliar. E o mais GRAVE o setor PÚBLICO não está capacitado para elaborar e acompanhar o que está, ou deveria estar DESCRITO no TR -Termo de Referência. Qual seria a solução? Exigir apresentação de Planilha de Composição de Custos – PCC, para deixar EXPLICITO que existe: Custo de Aquisição, Custo de Depreciação, Custo de Mão de Obras Direta, Custo de Mão de Obra Indireta, Custo tributário, Custos Administrativo, etc. Custos estes que estão contidos em qualquer atividade econômica e conequentemente para todos LICITANTES.

  2. Em uma Licitação em que o concorrente ganhou com preços com indício de inexequibilidade e intencionamos recursos para que o fornecedor comprovasse a exequibilidade do produto ofertado e foi negada pelo Pregoeiro justificando que cada fornecedor é responsavel pelo seu preço e por esse motivo não acata a intensão, neste caso o que fazer?

    1. Olá Ana,

      Sempre que houver discordância da decisão do pregoeiro/agente de contratação poderá provocar a autoridade superior competente, os órgãos de controle ou o poder judiciário.

      Espero ter ajudado!

      Um grande abraço.

  3. Uma concorrência de obras com o valor de R$ 336.000,00, a empresa apresentou a proposta de R$ 234.961,08 o Pregoeiro poderia abrir termo de diligencia alegando valores inexequiveis?

    1. Olá Wallacy,

      A Lei impõe os critérios para presunção da inexequibilidade, contudo se houver indícios que possam ser demonstrados de forma objetiva e fundada justificativa a administração deve ser provocada independentemente de ter agido de ofício. A diligência é um poder dever, na prática significa que com fundados indícios não há opção para o poder público realizar ou não a diligência.

      Espero ter ajudado,

      Um grande abraço.

  4. boa noite
    Quais são os documentos que podem ser solicitado ao licitante como diligencia para corporação de exequibilidade

    at.et

    1. Olá Francisco,

      Não existe um rol específico, pode ser qualquer documento que contribua para que se aufira a exequibilidade dos preços. Como exemplo, mas não restringindo a possibilidade de ampliar esse leque, pode solicitar:

      Planilha de Composição de Custos e Formação de Preços: Detalhamento de todos os custos envolvidos na execução do contrato, incluindo insumos, mão de obra, equipamentos, despesas administrativas, tributos, e margem de lucro.

      Propostas de Fornecedores e Subcontratados:
      Orçamentos e cotações recebidas de fornecedores e subcontratados que serão utilizados na execução do contrato. Isso ajuda a verificar se os valores apresentados são realistas e condizentes com o mercado.

      Memória de Cálculo: Documentação que explique detalhadamente como os preços foram calculados, incluindo justificativas para cada componente de custo.

      Demonstrativos de Rentabilidade:
      Análises que mostrem a viabilidade econômica do projeto, garantindo que a execução do contrato será sustentável financeiramente para a empresa.

      Notas Fiscais ou Recibos de Compras Anteriores: Documentos que comprovem os preços de insumos e serviços adquiridos recentemente, demonstrando que os valores praticados estão de acordo com o mercado.

      Relatórios de Análise de Mercado: Estudos de mercado que comprovem a compatibilidade dos preços ofertados com os preços praticados no setor.

      Um grande abraço.

  5. Num processo de licitação para contratação de manutenção de condicionadores de ar com valor máximo de R$ 358.000,00, proposta a partir de qual valor pode ser considerado inexequível? uma proposta 78% abaixo do valor máximo permitido pode ser automaticamente desclassificada?

  6. Boa tarde, Prezados! Participei de uma compra direta onde o valor da contratação estimada era de R$ 49.500,00 e ofertamos um lance de R$ 22.291,75, referente a contratação de empresa especializada para efetuar a substituição das caixas-d’agua. Não recebemos nenhuma notificação de inexequibilidade. Sendo assim, será que o órgão poderá contratar conosco caso sejamos convocados? Obrigada!

    1. Olá Cintia,

      Não só poderão como deverão executar o contrato. a inexecução poderá acarretar na aplicação de penalidades.

      Um grande abraço.

    1. Olá R Matos,

      Sem detalhes do caso concreto não consigo dar um direcionamento específico, mas de modo geral se o o valor apresentado não é inexequível e se o Poder Público não oportunizou que justificasse a inexequibilidade ou não exija o direito da demonstração, já que a inexequibilidade será sempre presumida e em seu recurso demonstre cabalmente porque seus preços são praticáveis.

      Um grande abraço.

  7. PARA PREGÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇO DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA PATRIMONIAL (ESTADO DE SÃO PAULO)TAMBÉM SE APLICA O PERCENTUAL ESTABELECIDO PELA NOVA LEI PARA SERVIÇOS DE OBRAS E ENGENHARIA? PARA UM VALOR REFERENCIAL DE $2.175.844,84, QUAIS VALORES PODEM SER CONSIDERADOS INEXEQUÍVEIS?

    1. Olá Artur,

      Não se aplica, mas lembre-se essa inexequibilidade é presumida, sempre a Administração deve diligenciar o licitante com o objetivo de oportunizar seu esclarecimentos sobre essa presunção através de diligência.

      Um grande abraço.