Zona sul – Via Mangue pronta antes da Copa?

Um ano depois de apresentada a última versão do projeto da Via Mangue, teve início ontem, finalmente, o processo licitatório orçado em R$ 430,7 milhões, R$ 100 milhões a mais do que havia sido anunciado em janeiro de 2010. As empresas interessadas em ganhar a licitação milionária já começaram a enviar a documentação à Prefeitura do Recife. O resultado da licitação só deve ser conhecido num prazo de 60 a 90 dias. Um detalhe que ainda não foi definido é se haverá mais de uma frente de trabalho.

O município estima 30 meses de execução do sistema viário que promete mudar a dinâmica do trânsito para a Zona Sul. Se tudo correr bem e as obras forem iniciadas até o segundo semestre deste ano, o prazo limite de conclusão é dezembro de 2013, praticamente às vésperas da Copa de 2014, que terá o Recife como uma das sedes.

Por enquanto, o cenário das palafitas para quem passa pela Ponte Paulo Guerra, no Pina, é o que predomina na área por onde passará a Via Mangue. Os dois habitacionais que irão abrigar as famílias que estão no caminho da via só devevão ficar prontos em novembro deste ano.

O município ainda vai decidir se retira as famílias antes desse prazo. A definição implica justamente se as obras terão mais de uma frente de trabalho. A previsão feita na apresentação do projeto, em janeiro do ano passado, era de que as obras seriam iniciadas na altura da Rua Antônio Falcão, onde já foram removidas as famílias da comunidade da Xuxa e parte da Deus nos Acuda, em maio deste ano, para o residencial Via Mangue 3 com 352 apartamentos.

Os outros dois residenciais Via Mangue 1 e 2 vão receber as famílias das comunidades Beira Rio, Pantanal e o restante de Deus nos Acuda, totalizando 640 moradias. A futura Via Mangue terá uma extensão viária de 4,5 quilômetros.

Contas

Após analisar o edital da Via Mangue, o Tribunal de Contas do Estado concedeu uma medida cautelar cobrando explicações da PCR sobre a aplicação de R$ 85 milhões que, segundo a equipe técnica do tribunal, não está justificada no projeto, dentro do orçamento da obra.

A assessoria de imprensa da PCR informou que a licitação seguirá normalmente. Mas, a homologação do processo vai depender da análise do grupo de engenharia do TCE. A prefeitura defende um limite de R$ 418 milhões, enquanto o tribunal determina que sejam gastos apenas R$ 332 milhões. (Tânia Passos)

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