Volta Redonda participa de curso sobre TAV

Volta Redonda

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Volta Redonda, Jessé de Holanda Cordeiro Junior, participou essa semana do I Curso TAV (Trem de Alta Velocidade) – Formação em Alta Velocidade, em São Paulo (SP). O objetivo, segundo Jessé, era fazer contato com as concessionárias que devem participar da licitação para convencê-las das boas condições que a cidade pode oferecer caso seja escolhida como parada.

– O curso era mais voltado para empresas que querem conhecer a tecnologia do trem, aproveitando para conhecer o que poderiam vender para o trem. Era muito técnico, então fui mais pelo contato. Fui ao curso para fazer contato com os principais consórcios e isso a gente fez bem feito – explicou.

Apesar do caráter técnico do evento, importante para todas as cidades interessadas no projeto do TAV, Jessé também notou a pouca representatividade do estado do Rio de Janeiro no evento, mencionada em outra ocasião pelo deputado estadual Gustavo Tutuca (PSB), durante entrevista ao DIÁRIO DO VALE.

– No primeiro dia, na abertura, estavam os prefeitos do Rio, de São Paulo e de Barra Mansa. No curso mesmo estávamos eu e o Delmo Pinho, subsecretário de Transporte do Rio, que trabalha com o Júlio Lopes, que também passou por aqui; mas 99 por cento eram paulistas. Não atrapalha, mas a gente fica muito triste – lamentou.
Apesar da pouca representatividade, o secretário não acredita que a região possa ficar sem uma parada.
– Não tenho dúvida que a região vai ter parada. Não está definido o local, mas vai ter parada, ou em Barra Mansa, ou em Volta Redonda – enfatizou.

Entre os cinco consórcios tidos como os mais fortes, Jessé aposta na vitória dos coreanos no processo de licitação que ocorrerá no mês de abril, devido a semelhanças com o modelo brasileiro de concessão. Mesmo assim, fez contato com todos para facilitar a aproximação com o grupo vencedor, que será o responsável por definir o local exato da parada.
– Os cinco consórcios fortes são o alemão, coreano, francês, japonês e o chinês, mas acho que o mais preparado é o coreano. O modelo brasileiro de concessão é a transferência de tecnologia e nisso eles são fera. Mas a licitação acontece agora em abril e estamos prontos para trabalhar com a empresa que vai ganhar. Fui lá para isso, mais pelo contato – pontuou.

A confiança do secretário refere-se ao projeto de estrutura oferecida ao projeto do TAV, chamado pela prefeitura de Grande Complexo Modal, que seria construído no entorno da parada do trem. O complexo inclui uma nova rodoviária, um novo shopping, o Hospital Regional e o Aeroporto Regional, “tudo interligado”, segundo ele.
“O edital que eles vão fazer diz que região terá a parada e eles vão escolher pelo que a cidade oferece. Fizemos esse contato de uma vez para evitar esperar o consórcio vencedor”, justificou.

Além da grandeza da estrutura, o fato de dois dos consórcios terem elogiado o projeto em suas falar também faz crescer a segurança. – O projeto foi elogiado duas vezes no curso pelos franceses e coreanos. Estou animado. Gostaram muito dos nossos projetos e deram sugestão de como ele pode ficar melhor. Os franceses se interessaram também pela construção da rodoviária, porque esses consórcios trabalham assim: pegam uma concessão, mas também todo o investimento imobiliário do entorno – avaliou.

Descentralização da cidade

O secretário salientou que os projetos não foram elaborados inicialmente apenas para atender o projeto do Trem de Alta Velocidade, mas para descentralizar as atividades da cidade. A ideia é diminuir o movimento de bairros como a Vila Santa Cecília.

– A industrialização é importante para que a cidade cresça na região do Roma, não está sendo planejada só pelo TAV. Queremos redistribuir todo o movimento da cidade, levar “pra fora” para liberar o trânsito da Vila, por exemplo – esclareceu.

Como a maioria destes projetos é anterior ao projeto do TAV, como o Hospital e o Aeroporto Regionais, seus processos já estão em andamento. – Do hospital participei até a venda para o governador, mas sei que a terraplanagem está pronta, o governo liberou o recurso e a licitação acontece agora em março. É uma obra regional, diferente da rodoviária que é mais um empreendimento municipal.

O aeroporto ainda está em processo de terraplanagem, mas a empresa já foi escolhida, é a Carioca Engenharia. Teve um problema de desapropriação e o cronograma ficou meio atrasado, mas está andando. Quem está cuidando é o Paulo Neto. Sei que não está no pé que gostaríamos, mas não está parada – enfatizou, referindo-se ao presidente do EPD.

O projeto municipal da rodoviária é recente, mas Jessé revelou que já está trabalhando nele há um ano. O valor da obra já está sendo pleiteado junto a empresas interessadas, uma vez que a obra deve ser feita através de PPP (Parceria Público Privada).

– Já temos o projeto, desapropriamos 80 mil metros quadrados, entramos em contato com o dono. Vai ter um complexo de serviços, um centro de convenções, rede hoteleira, centro de serviços com gastronomia. Orçamos em R$ 40 milhões e estamos procurando empresas para fazer uma PPP. Espero que em dois anos já esteja funcionando – planejou.

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