Valdir Raupp destaca lançamento do PAC 2.

Entre as obras que irão beneficiar Rondônia, Valdir Raupp citou o lançamento da ponte sobre o Rio Madeira; a conclusão das pontes de travessia de Candeias do Jamari…

Ao registrar sua participação no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), que prevê a realização de obras de infraestrutura em várias partes do país, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) anunciou as principais obras previstas para o estado de Rondônia. O evento foi lançado nesta segunda-feira (29) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT às eleições presidenciais em outubro próximo.

Entre as obras que irão beneficiar Rondônia, Valdir Raupp citou o lançamento da ponte sobre o Rio Madeira; a conclusão das pontes de travessia de Candeias do Jamari; e a construção da ponte sobre o Rio Abunã, na BR-364; do contorno norte de Porto Velho; das travessias urbanas nas cidades de Presidente Médici, Vilhena, Pimenta Bueno e Jiparaná; e da BR-429.

Valdir Raupp disse ainda que outras obras em Rondônia poderão ser incluídas no PAC 2 tão logo seja concluído o projeto executivo desses empreendimentos, a exemplo da restauração da BR-364. O senador também lembrou que outras obras do PAC 1, lançado pelo Executivo no começo de 2007, encontram-se em andamento em Rondônia, como as usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

Da Redação / Agência Senado
ÍNTEGRA DO DISCURSO
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, só pedi para falar agora, Senador Mão Santa, porque sei que V. Exª vai falar durante vinte minutos, trinta minutos, e minha fala será breve. Vou dar mais tempo para V. Exª falar daqui a pouco.
Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, estive presente, assim como V. Exª, Senador Acir Gurgacz, que preside neste momento a sessão do Senado Federal, assim como a Senadora Ideli Salvatti, o Senador Augusto Botelho e tantos outros, ao lançamento do PAC 2. Fiquei impressionado, primeiramente, com os avanços do PAC 1. Foi um programa extraordinário que levou investimentos e desenvolvimento para todo o País, para todos os rincões deste País. São poucas as cidades do Brasil que não tiveram participação em algumas ações do PAC 1. Inclusive o nosso Estado de Rondônia, onde há empreendimentos grandiosos, como as usinas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, empregando mais de 20 mil trabalhadores. Há obras de pontes, de rodovias, obras de saneamento em nossa capital, Porto Velho, redes de água, de esgoto, drenagem, viadutos, nas cidades de Ariquemes, Ji-Paraná, Jaru, Cacoal e tantas outras que já foram contempladas pelo PAC 1. Agora, muitas outras, com certeza, também serão contempladas.
O SR. PRESIDENTE (Acir Gurgacz. PDT – RO) – V. Exª me permite?
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Claro, pois não.
O SR. PRESIDENTE (Acir Gurgacz. PDT – RO) – Principalmente a nossa BR-429, que é um anseio antigo e muito grande de nossa sociedade, dos habitantes de Rondônia. Ao longo da BR-429, a duplicação da BR-364, na cidade de Ji-Paraná. A conclusão e também duplicação dos viadutos de Pimenta Bueno, em que V. Exª tem trabalhado há muito tempo, assim como a BR-429. Então, realmente, impressionou-nos bastante hoje o anúncio do PAC 2.
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – E entrou no PAC 2 agora a travessia da BR – vou ler já todas as ações do PAC 2. Inclusive em Ji-paraná, que é sua cidade de domicílio eleitoral, também foi contemplado o alargamento da ponte, uma obra de 20 milhões, e, agora, com o restante das travessias. V. Exª já havia colocado uma emenda de bancada naquela obra.
Mas, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, vou citar aqui apenas algumas das ações do PAC 2 no meu Estado:
– Pavimentação do restante da BR-319, inclusive com a ponte sobre o rio Madeira, que foi lançada na última quarta-feira, com a presença da Ministra Dilma Rousseff; do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento; do Diretor de Planejamento, Dr. Miguel de Souza; e tantas outras autoridades. Estivemos também nessa grande inauguração do primeiro trecho da BR-319.
– Lançamento da ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho. Uma obra esperada há mais de 30 anos. Há mais de 30 anos, o povo da nossa capital, Porto Velho, sonhava com a construção dessa obra, que terá início em breve. Já foi assinada a ordem de serviço para a ponte sobre o rio Madeira, na 319, em Porto Velho. Essa obra está aqui no mapa do PAC 2, para ser iniciada ainda este ano.
– Conclusão da ponte e das travessias de Candeias do Jamari, que contou também com emenda da minha autoria de R$23 milhões e mais R$9 milhões, agora, mais recentemente, para a conclusão daquelas obras que também está no PAC.
– Ponte sobre o rio Abunã na BR-364, que vai para o Estado do Acre, um ponte de fundamental importância, pois é a única que está faltando na BR-364, que vai até o Peru, e que agora em outubro será inaugurada pelo Presidente Lula e pelo Presidente Alan Garcia; essa é uma obra tão importante, é a rodovia Bioceânica.
– O contorno de Porto Velho, para retirar do centro da cidade todo aquele trânsito pesado. Hoje, foi autorizado no PAC 2 o contorno norte de Porto Velho.
– Construção – a que V. Exª se referiu ainda há pouco – da BR-429, em duas fases. Aqui está no mapa do PAC 2. Uma no PAC 1 e outra no PAC 2. No PAC 1 é a parte que já está praticamente pronta, até Alvorada, com a continuidade até São Miguel. No PAC 2, os outros trechos, de São Miguel a Seringueira, de Seringueira a São Francisco, São Domingos e até Costa Marques. Essa obra é também uma batalha, uma luta da Deputada Federal Marinha Raupp, que não descansou enquanto não conseguiu a aprovação no PAC pela Ministra Dilma e pelo Presidente Lula dessa BR-429, que vai atender a mais de 150 mil pessoas da região do vale do Guaporé.
– Travessias urbanas de Presidente Médici, entrando no PAC 2. Ainda não havia projeto, agora, com projeto pronto. A conclusão da travessia de Vilhena; a travessia de Pimenta Bueno, que é a conclusão dos viadutos, o que está lá há algum tempo e começou com emenda nossa também. Agora, entra no PAC 2 o término dos viadutos de Pimenta Bueno. A travessia de Ji-Paraná, V. Exª é autor de uma emenda de Bancada para aquela obra, e eu, com vinte milhões para o alargamento da ponte. A travessia de Ouro Preto do Oeste, que também entrou no mapa do PAC 2, e as travessias além da ponte e do trecho de Candeias à Universidade lá em Porto Velho. As travessias urbanas de Candeias do Jamari.
Essa, Sr. Presidente, é a parte na área de transportes. Mas faltam – e eu vou cobrar –, obras importantes que não estão no mapa do PAC, e isso não quer dizer que não poderão entrar, porque não tinham o projeto concluído.
Então, eu falo aqui da restauração da BR-364. O projeto está em fase de finalização e, depois, pode ser inserido no PAC também. Sei que alguns projetos que não estão aqui ainda poderão entrar. Essa tão falada restauração da BR-319, de Vilhena a Porto Velho, e ainda, também, a ponte sobre o rio Mamoré, em Guajará-Mirim. Essa obra foi um compromisso do Presidente Lula, que faria ou iniciaria essa ponte até o final do seu Governo. Foi um compromisso que assumiu com o Presidente Evo Morales. E o povo de Guajará-Mirim espera ansiosamente pelo início dessa obra, que deverá também, assim que o projeto executivo estiver pronto, entrar no PAC 2. Sei que é uma obra para dois, três anos, mas deveria, pelo menos, haver a licitação e a contratação este ano, para iniciar no ano que vem.
Falo, ainda, da BR-174, que vai de Vilhena a Juína. É uma obra importante também, uma BR federal, que não entrou no PAC 2 por falta de projeto. Mas tenho certeza de que, assim que o projeto estiver pronto, ela vai entrar também.
E na área de rodovias e transportes, eu queria ainda falar da Ferrovia Leste-Oeste, ou Ferrovia Transcontinental. Não entrou também, porque não há projeto. Entrou até Vilhena – até Vilhena está no PAC –, mas de Vilhena a Porto Velho, Rio Branco e Cruzeiro do Sul não entrou, porque não existe projeto. Então, espero que o projeto seja feito o mais rápido possível, para que seja incluído no PAC 2.
Falo, ainda, Sr. Presidente, para encerrar – já, Senador Mão Santa, falei que ia ser breve, faltam apenas dois minutos para concluir –, da área energética. Nós temos aqui algumas obras importantes. Primeiro, falaria da Rondon II, uma usina que está terminando: 74 megawatts, em Pimenta Bueno. Essa obra já está com 98,5% pronta, falta apenas 1,5% para ser concluída, ser inaugurada, que é uma usina de 74 megawatts, que ainda está no mapa do PAC 1.
Falo das usinas do rio Madeira – Santo Antonio e Jirau, que, como falei no começo, não é preciso avançar muito –, obras já em andamento, estão também no mapa do PAC, na área de energia elétrica.
Por último, falo da usina de Tabajara. Eu tive uma audiência pública com vários diretores da Eletronorte, da Eletrobrás, da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Instituto Chico Mendes, uma audiência pública, no Centro Cultural de Machadinho d’Oeste, onde foi tratado também a inclusão da usina de Tabajara, uma usina de 350 megawatts, que vai, com certeza, desenvolver os Municípios de Machadinho d’Oeste, de Cujubim, de Anari, de Jaru, de Ariquemes, todos naquela região do vale do Jamari. Essa usina de 350 megawatts vai levar também, com certeza, investimento e desenvolvimento para aquela região.
Para encerrar, ainda quero aqui cobrar as linhas de transmissão, não só a linha de Vilhena-Ji-Paraná, Ji-Paraná-Porto Velho, a linha de transmissão que vai de Presidente Médici a Alvorada, São Miguel, Seringueiras, São Francisco e Costa Marques já está com projeto. Não entrou, mas acredito que essas obras podem ser feitas mesmo sem ter entrado no PAC. São obras já programadas pela Ceron e pela Eletrobrás. Então, essa linha de Médici a Costa Marques, também a linha que vai de Abunã até Extrema, passando por Vista Alegre, indo até Nova Califórnia, para atender aquela região. Outra linha que vai interligar Jaru a Machadinho d’Oeste e, por último, a linha da usina de Samuel, próximo de Porto Velho, até Abunã. Na época em que fui Governador, foi feita uma de apenas 1 mil, 1 mega, 1 mil kV, e que hoje está defasada. Não pode mais colocar indústria. Agora foram licitados os blocos da reserva do Jamari, da Flona do Jamari, para explorar madeira, e nenhuma indústria madeireira vai poder se instalar em Itapuã do Oeste, se não aumentar a potência de energia elétrica.
Então, essa rede da usina de Samuel até Itapuã do Oeste é de fundamental importância também para aquela comunidade tão sofrida, que é a comunidade de Itapuã do Oeste.
Encerro aqui, Sr. Presidente, na certeza de que essas obras hoje lançadas pelo PAC 2 terão o mesmo sucesso, ou mais ainda, que as obras do PAC 1. É uma complementação: PAC 1 e PAC 2. PAC 1 até agora, 2010; e PAC 2, de 2011 a 2014.
O SR. PRESIDENTE (Acir Gurgacz. PDT – RO) – Para contribuir.
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Pois não, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Acir Gurgacz. PDT – RO) – Com relação à BR-364, essa reconstrução faz parte do Crema, que já está com o recurso assegurado e já teve início a licitação, de modo que não vai depender de repasse…
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Os seiscentos milhões já estão garantidos, graças a Deus.
O SR. PRESIDENTE (Acir Gurgacz. PDT – RO) – Já estão garantidos, antecipando até a questão do PAC 2, da mesma forma que a duplicação da BR-364 no Município de Ji-Paraná, com uma emenda individual de nossa autoria, somada – aí, sim – com o Ministério dos Transportes, com o apoio do nosso parceiro da Amazônia, nosso Ministro Alfredo Nascimento.
O SR. VALDIR RAUPP (PMDB – RO) – Obrigado.
Resta-nos agradecer ao Presidente Lula, à Ministra Dilma Rousseff, a todos os Ministros envolvidos nesses programas do PAC 1 e, daqui para frente, do PAC 2.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

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