Tribunal de Contas investiga ligações do grupo Cachoeira com entidades do governo do Distrito Federal

Da Redação
Na denúncia, são apontados indícios de crimes como tráfico de influência, corrupção passiva e demais crimes da Lei de Licitações, no âmbito do DF.
balançaBrasília – O Tribunal de Contas do Distrito Federal (DF) investiga a suposta participação de servidores do Governo do DF no esquema de corrupção revelado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. A ação deflagrada pela PF teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava há vários anos na exploração de jogos de azar.
Com base na cópia da ação penal movida contra o empresário Carlos Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira e suposto líder da organização criminosa, e outros oito envolvidos, o Ministério Público junto ao TCDF ofereceu a representação n. 23/2012.
Na denúncia, são apontados indícios de crimes como tráfico de influência, corrupção passiva e demais crimes da Lei de Licitações, no âmbito do DF, segundo comunicado do Tribunal de Contas do DF divulgado nesta quinta-feira (16).
A organização criminosa tinha o objetivo de “conseguir a contratação ilícita da empresa Delta Engenharia para prestar o serviço denominado de Sistema de Bilhetagem Automática, SBA, no âmbito do DF, que custaria em torno de R$ 60 milhões por mês, contratado diretamente, em razão de solução tecnológica, cuja detentora é a empresa EB CARD”.
Nos autos enviados pela Justiça, há um trecho da gravação telefônica de uma conversa de Gleyb Ferreira da Cruz, apontado como suposto braço direito do esquema criminoso e laranja de empreendimentos de Cachoeira, sobre o referido contrato.
Gleyb: aquele cara tá vindo (…) ele falou que se a gente quiser o ‘trem’ lá de Brasília, ele arruma na hora (…)
Gleyb: a bilhetagem.
Gleyb: Isso, o que o Secretário determina, ele determina em cima do Secretário”
Também há indícios de influência do grupo no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF e na Companhia Imobiliária de Brasília, segundo do TCDF.
A documentação apresentada pelo MP e TCDF revela a suposta oferta de propina e identifica os servidores que seriam responsáveis por “fazer o trem andar” nesses dois órgãos. Nas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira aparece conversando com Gleyb Ferreira da Cruz sobre negócios no Ibram e na Terrcap:
“Carlinhos: Cadê? E o negócio do Ibram lá? Você me falou que terça-feira passada tava pronto.
Gleyb: Tem (…) já vou dar uma (…) agora e eu já vou ligar pra ele, qualquer coisa eu vou pra Brasília”
Gleyb: Bicho, e outra coisa, amanhã a gente consegue passar cinco mil praquele pessoal do negócio, que tá resolvendo pra nós aqui?
Carlinhos: Que pessoal hein?
Gleyb: Do Ibram, que os testes que vão começar a fazer ali (…) Que é assim: qualquer órgão do governo é aquela novela! O processo não estava subindo porque não tinha capa. Aí eles conseguiram subir sem capa. Aí, o cara que desenha os mapas. A Terracap requisitou ele. Tirou de lá pra Terracap. Aí tão pondo um outro lá, só para fazer esse trem.
Carlinhos: É… vai dar daqueles vinte, né? Pode dar. Vou falar para o Geovani depositar” (20/07, fls. 35 ou 40 ou 64).
Com base nos fatos apontados, o TCDF quer que o DFTrans- Transporte Urbano do Distrito Federal, a Companhia Imobiliária de Brasília e a Secretaria de Estado de Transparência e Controle do DF “apresentem as considerações que entenderem pertinentes em até 15 dias”.

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