Três novos carros.

Câmara de Vereadores Decisão da Casa sairá nas próximas semanas, mas já se sabe os modelos que deve ser escolhidos

LUCIANA CARNEVALE
Especial para a Gazeta

Dentro de 20 dias, isto é, até no máximo o início de novembro deste ano, a Mesa Diretora da Câmara de Piracicaba definirá de que maneira comprará, seja por meio de licitação ou por meio de recursos próprios, três novos carros que serão incorporados à frota oficial da Casa de Leis, que conta com seis veículos. Inicialmente, a previsão é de que sejam gastos R$ 65 mil por carro, num total de R$ 195 mil. A aquisição de carros, pelo Legislativo, foi divulgada em primeira mão, pela Gazeta, há algumas semanas, e em nenhum momento foi alvo de críticas ou outros questionamentos.

A explicação é simples: de acordo com o próprio presidente da Câmara, vereador José Aparecido Longatto (PSDB), e mesmo segundo diretores do Legislativo, boa parte dos carros está avariada ou com muitos quilômetros rodados a mais, o que desencadearia supostos acidentes, a qualquer momento. “Não é luxo, não, pelo contrário. É uma questão de segurança”, salienta.

Ontem (13), por exemplo, um dos carros parou de circular e teve de ser rebocado, por um guincho, justamente pela falta absoluta de condições para rodar pela cidade ou fora do perímetro urbano. Entre os exemplos de recorde nos hodômetros, está um carro que apresenta 350 mil quilômetros rodados. Este não é o único. Outro carro tem 200 mil quilômetros rodados.

Não houve mudanças no conta-giros (os números que aparecem nos painés são autênticos e legítimos), mas várias manutenções foram feitas para deixar os carros em ordem, sem contar trocas de motores, entre revisões e serviços que custam muito caro para os cofres públicos.

Entendimento geral, na Câmara, e até entre especialistas consultados pelos diretores da Casa, é de que a aquisição dos carros tende a acalmar, por um bom tempo, a sangria de dinheiro utilizada para dar conta de tantos procedimentos voltados à frota.

Nada do que é gasto, a bem da verdade, é utilizado de maneira irresponsável, mas a Câmara não aguenta mais ter de desembolsar altas cifras para manter os carros rodando. Números não foram divulgados, mas o presidente já sabe que, na ponta do lápis, comprar novos vale mais a pena que continuar apostando em veículos praticamente sucateados.

Os antigos não serão destinados a ferro-velhos. Já há pedidos para que esses carros sejam encaminhados a Secretarias Municipais.

BATENDO O MARTELO. A conversa que marcou a decisão pela compra dos carros aconteceu, mais recentemente, semana passada, com Longatto e outros vereadores que integram a Mesa. A única dúvida diz respeito à sistemática da aquisição.

Se a licitação for o caminho, o certame terá de ser acertado antes, para abertura dos envelopes, em seguida. Sendo essa a modalidade de compra, a Câmara tentaria ‘vender’, como também já fora noticiado pela Gazeta, duas contas abertas para o recebimento dos vencimentos dos funcionários.

Segundo a lei, a Câmara não pode colocar “à venda”, para posterior reversão em recursos, a principal conta da Casa, referente aos subsídios, orçamento e outras verbas carimbadas à Câmara. Inicialmente, a preferência é por carros do tipo médio, na cor preta e com quatro portas, seguindo o estilo padrão da Câmara. Serão dois carros, entre Corolla, Astra ou Vectra, e uma Zafira.

NÚMERO

350 mil quilômetros rodados é o que marca o hodômetro de um dos veículos.

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