Trem-bala é assunto do primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff

Tema da campanha eleitoral, o trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro entrou ontem na agenda dos encontros internacionais, no primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff. O assunto dominou a conversa com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik, e com o ex-primeiro ministro japonês, Taro Aso.

Coreia e Japão têm empresas interessadas em participar da licitação internacional da obra. O investimento no trem-bala, de R$ 34,6 bilhões, aguçou o interesse dos coreanos, que atravessaram o mundo para a posse de Dilma e foram dos primeiros países a pedir um encontro bilateral. Mas Hwang-Sik ouviu da presidente também considerações sobre a necessidade de a Coreia comprar mais do Brasil. Em 2010, o déficit comercial para o Brasil mais do que dobrou em relação ao ano anterior, alcançando US$ 4,4 bilhões. Tratou-se, inclusive, da possibilidade de um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia.

Agenda de viagens

Com uma agenda de sete encontros com chefes de Estado e representantes estrangeiros imediatamente após sua posse, Dilma mostrou que não deve deixar de lado as relações internacionais tão cultivadas por Luiz Inácio Lula da Silva. No discurso já como ministro das Relações Exteriores, em sua cerimônia de posse, Antonio Patriota deu a agenda de viagens da presidente para os próximos meses.

Apesar das previsões de que Dilma não seria tão adepta das viagens quanto Lula, Patriota reafirmou a intenção de manter forte a presença brasileira nas relações internacionais. A partir deste mês, a presidente começa a viajar, dando prioridade aos vizinhos latino-americanos, especialmente Argentina e Uruguai. Em fevereiro, deverá comparecer à Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em Lima (Peru). Estados Unidos e China também estão na lista prioritária.

Um dos países que deverá ser visitado em breve pela presidente é o Uruguai. De acordo com Patriota, na conversa entre Dilma e seu colega José Mujica, foi acordado que seria mantida a frequência de encontros que existia com Lula: a cada três meses. Dilma também prometeu apoio ao governo uruguaio na implantação do sistema de TV digital, já que o país vizinho optou pelo padrão nipo-brasileiro, com incentivo de Lula.

A presidente ainda conversou com o Príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, sobre a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro e recebeu uma carta enviada por seu pai, o rei Juan Carlos da Espanha.

Cólera no Haiti

Com o vice-presidente cubano, José Machado Ventura, tratou da cooperação nas ações de saúde no Haiti. ‘A possibilidade de que a epidemia de cólera se alastre é uma preocupação muito grande dos dois países‘, disse o ministro Antonio Patriota, que participou de todos os encontros.

Dilma ainda conversou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que agradeceu ao governo brasileiro o reconhecimento do Estado Palestino e convidou a presidente para uma visita oficial, e com o primeiro ministro português, José Sócrates. ‘O Brasil é a mais alta prioridade para a política externa portuguesa‘, disse o primeiro-ministro. O líder português explicou que, além das relações históricas entre as duas nações, o mercado brasileiro é um dos que mais cresce no mundo e que, por isso, merece atenção especial das autoridades portuguesas. (Por Lisandra Paraguassu e Fernando Nakagawa – AE)

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