Transporte Público: candidatos criticam resultado da licitação

Daniel Solon defendeu o fim dos contratos com o Setut; Maklandel Aquino quer tarifa zero.

O resultado da licitação das empresas responsáveis pela exploração do transporte de ônibus coletivo em Teresina foi criticado pelos candidatos ao Governo do Estado. De acordo com a comissão especial de licitação da prefeitura, as 13 empresas que já atuam no setor continuarão com o serviço.
O professor Daniel Solon, candidato pelo PSTU, defendeu o fim dos contratos com o Setut (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros) e a estatização do transporte, que deve ser tratado como um direito, e não como objeto de lucro para os grandes empresários.
“As mesmas empresas do Setut que atuam hoje de forma precária e desrespeitosa na cidade continuarão com o direito de lucrar de forma absurda, sob o sufoco diário da população. É um verdadeiro pesadelo, só que pior. Ele não dura apenas uma noite. O contrato de concessão das linhas é de 15 anos”, afirmou.
Daniel Solon defendeu ainda mudanças no transporte intermunicipal e a expansão do pré-metrô, sob responsabilidade da estatal Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP), além de garantia de passe-livre para estudantes, desempregados e para os que recebem até um salário-mínimo.
“O resultado da tão esperada licitação das empresas de ônibus feita pela prefeitura mostra que o serviço de transporte público rodoviário continuará sendo um dos piores e mais caros do país. Para que o povo saia do sufoco do caos do transporte público, é necessária uma mudança radical. E não se trata de uma questão apenas de Teresina ou do Piauí. É um assunto nacional”, disse.
O candidato ao governo do Estado pelo PSOL, professor Maklandel Aquino, afirmou que o direito do cidadão ao transporte coletivo é tratado pelo poder público como lucro. “Existe um jogo de interesses entre o governo e os empresários deste setor. Para manter esses interesses, o povo é penalizado. Uma licitação não vai resolver o problema do transporte público em Teresina”, comentou.
Maklandel afirma que o Estado tem condições de garantir a aplicação da tarifa zero no transporte coletivo. “Isso só será possível se utilizarmos os recursos que irão resultar na economia gerado com a redução no número de acidentes. Mais pessoas irão usar o transporte público e vai ocorrer a diminuição da frota nas ruas”, explicou.

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