Transporte escolar vai ter nova medição.

Secretaria Municipal da Educação confirma instalação de GPS nos ônibus e montagem de novas rotas para alunos

Nélson Gonçalves

A Secretaria Municipal de Educação vai iniciar o ano letivo, no dia 4 de fevereiro próximo, com a implantação do sistema eletrônico de rotas (GPS). O contrato foi liberado esta semana pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), em reunião com a secretária Vera Caserio. Segundo ela, o sistema também vai gerar os dados para a montagem das novas rotas e itinerários.

Somente a partir desta medição, com o mapeamento eletrônico, é que a secretaria vai ter condições de readequar as linhas e itinerários. “O processo que foi licitado ainda no final do ano passado foi assinado e a ordem de serviço para a empresa Rádio Telecom instalar o GPS já foi emitida. O gerenciamento das linhas era feito pela Emdurb. Então, as rotas serão iniciadas com os endereços cadastrados agora e, com a finalização das novas matrículas e o funcionamento do sistema, vamos atualizar os novos itinerários. A ferramenta nos dará os dados para definir o percurso mais racional para o atendimento aos alunos”, conta Caserio.

A secretária confirma que a administração municipal vai se valer do cadastro base que encerrou o ano anterior para o início das aulas. “A partir do funcionamento do GPS o próprio sistema vai nos dar as informações necessárias para ajustar os itinerários. Uma pessoa da Educação também vai acompanhar os itinerários na rede local já a partir de 4 de fevereiro”, reforça.

Com a licitação do sistema eletrônico por locação, a Emdurb não terá mais de responder pela medição diária da quilometragem e percursos dos mais de 70 ônibus contratados para o transporte de alunos, a maioria de escolas estaduais, nas zonas urbana e rural em Bauru.

Com isso, até o final de fevereiro, a prefeitura terá condições de informar se as rotas inseridas no GPS são adequadas e se o total de quilometragem praticado no contrato (8.866 km/dia) corresponde à necessidade de deslocamento diário de mais de 4.500 alunos de escolas municipais e estaduais, sendo mais de R$ 3.400 do Estado.

Ainda ontem, a Secretaria Estadual de Educação informou que o pagamento pelo transporte de alunos por km rodado (e não mais per capita/aluno como é hoje) só será realizado a partir de agosto de 2010. A prefeitura vai pagar R$ 3,98 por quilômetro/dia, conforme licitação vencida pela empresa Brambilla Transportes.

O custo anual do serviço em Bauru é de R$ 3.770.208,80. O governo estadual repassou R$ 2.898.000,00 aos cofres municipais, até o ano passado. O convênio é válido para o período entre julho de 2009 e junho de 2010. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) também repassa dinheiro para o transporte escolar. Em 2009, o valor per capita/ano variou de R$ 88,13 a R$ 125,72.

O cálculo do montante de recursos financeiros destinados aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios tem como base o quantitativo de alunos da zona rural transportados e informados no censo escolar do ano anterior.

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Exigências do contrato

O contrato de GPS apresenta que a empresa Rádio Telecom vai cobrir R$ 5,3 mil mensais para garantir dados de controle das linhas, com monitoramento em tempo real da posição do ônibus, exibição de consulta e a identificação sobre o mapa da cidade ou região, mediante a conexão a um site na Internet e identificação do operador por senhas.

O monitoramento será hospedado num único Data Center, que tem de ser instalado na Secretaria Municipal de Educação. O sistema deverá permitir o cadastramento e a alteração dinâmica de trajetos, escalas, linhas, pontos, horários e velocidades determinados pelo Poder Público, bem como os limites de tolerância para estes parâmetros.

A empresa contratada também ficará responsável pela manutenção total e permanente dos equipamentos e softwares, com a substituição e reposição das peças e partes necessárias. O atendimento deverá ser feito em até quatro horas pelo técnico local.

Outro ponto previsto no contrato é a disponibilização de um técnico por oito horas diárias nos seis primeiros meses de vigência do contrato e quatro horas diárias nos demais meses, no local indicado pela Secretaria Municipal de Educação para acompanhamento da operacionalização do sistema, treinamento dos funcionários e solução dos problemas técnicos.

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