Tráfego é lento na Rondon Pacheco.

Via de trânsito rápido, com velocidade de 70km/h tem congestionamentos em determinados pontos

Lygia Calil
Repórter
Jornal Correio de Uberlândia

Principal e a mais movimentada avenida de Uberlândia, a Rondon Pacheco foi projetada para ser uma via de trânsito rápido, facilitando o deslocamento entre os setores leste e oeste da cidade. Com o aumento na quantidade de carros, porém, o tráfego se torna cada vez mais lento. Em horários de pico, por volta das 7h, 12h e 18h, o motorista enfrenta lentidão e, em alguns trechos, praticamente ele fica parado.

Diariamente, passam pelos 7 quilômetros da avenida aproximadamente 43 mil veículos. Há cinco anos, o número era 31 mil, um crescimento de aproximadamente 37%. A frota de Uberlândia cresce, em média, 10% a cada ano e fechou 2009 com 275 mil veículos.

Desde o ano passado há um estudo de viabilidade técnica em andamento na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes para propor melhorias à via e, assim, diminuir engarrafamentos e evitar colisões (veja mais nesta página). Uma delas é a construção de cinco viadutos.

Por três vezes na tarde de ontem, a reportagem do CORREIO de Uberlândia percorreu um trecho de 5,2 quilômetros na Rondon Pacheco, entre as ruas Paraná (ao lado do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros) e Icaraí (ao lado do Inei/COC). Às 12h50, foram gastos 14 minutos. Na segunda vez, às 16h30, o caminho foi percorrido em 8 minutos. Já às 17h50, para rodar o mesmo trecho gastaram-se 11 minutos.

No horário crítico, às 12h50, a velocidade média desenvolvida pelo carro da reportagem foi de 22 km/h, quando a velocidade da via é de 70 km/h. O principal empecilho para a fluidez foram os 11 semáforos presentes no trecho, dois deles graduais. Mesmo sincronizados, os sinais atrapalham quem está com pressa.

Lentidão na via angustia motoristas

Lado a lado, dezenas de motoristas compartilham feições de angústia, tédio e pressa. Parados, esperam. O verde do sinal indica para andarem, mas o trânsito teima em não fluir, até que o sinal fecha outra vez. A cena, observada na tarde de ontem na Rondon Pacheco, ilustra como o motorista uberlandense encontra o trânsito na avenida em horários de pico.

Na hora mais crítica, entre as 12h e 13h, sorte dos que têm ar- condicionado, sob um sol de 29,5ºC (dado do Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet). “Isto aqui está terrível. Não é possível que em uma cidade como Uberlândia não consigam resolver. É um desrespeito com quem precisa passar de carro pela Rondon”, afirmou a dona de casa Cláudia Tavares, de dentro do veículo.

Melhor para quem consegue caminhos alternativos, como o universitário Fernando Pereira Silva. Em vez de ir para a faculdade pela Rondon Pacheco, descobriu rotas para evitá-la. “Hoje, economizo de 15 a 20 minutos todos os dias. É um ganho considerável. Além disso, não me aborreço com tantos semáforos. O caminho é mais tranquilo”, disse.

Viadutos devem resolver a situação

O secretário de Trânsito e Transportes, Paulo Sérgio Ferreira, afirmou que a Settran tem tomado medidas para melhorar a fluidez e a velocidade no tráfego na Rondon Pacheco, mas que o problema deverá ser efetivamente resolvido quando os cinco novos viadutos forem construídos.

O primeiro deles será no cruzamento com a João Naves de Ávila, onde passam cerca de 60 mil veículos diariamente. O edital de licitação para a construção deverá ser divulgado ainda nesta semana. O segundo será no cruzamento com a avenida Nicomedes Alves dos Santos. Os outros, ainda sem prazo para serem feitos, serão nos cruzamentos com as ruas Olegário Maciel e Paraná e avenida Francisco Galassi.

Até lá, segundo o secretário, medidas como instalação de semáforos (Olegário Maciel e Benjamin Magalhães) e mudanças na geometria da via permitem ao motorista deslocar-se com maior facilidade. Rotas alternativas também têm sido feitas para aliviar o tráfego na Rondon.

“A ponte Cícero Naves, que liga as regiões leste e sul, por exemplo, desafogou a Rondon, assim como o novo caminho para o aeroporto. A conclusão do anel viário Norte também irá tirar o fluxo de caminhões da via e facilitar o trânsito. Temos planos, como a construção de avenidas para ligar a região do Shopping Park ao Centro, assim como a região do São Jorge”, disse.

Ainda a longo prazo, a Settran estuda a viabilidade de proibir conversões à esquerda na Rondon Pacheco, depois da construção dos viadutos, e até diminuir a velocidade permitida na via, dos atuais 70km/h para 60km/h.

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