Tempo corre contra vicinal José Aiello.

Demora em ações, como o levantamento topográfico, pode por em risco o investimento na ligação com Bauru-Ipaussu

Nélson Gonçalves

A contratação da pavimentação da vicinal José Vicente Aiello, que ligaria a região das Chácaras do Jardim Imperial, na altura do Jardim do Ypê, com a rodovia Bauru-Ipaussu agora tem projeto elaborado pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER), mas depende do cumprimento de prazos para que outras etapas sejam cumpridas até o início do período de restrição imposto pelo lei eleitoral deste ano, no início de abril. Senão, a obra pode sair, mas vai ficar para outra oportunidade.

Segundo o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o DER concluiu o projeto esta semana, o que abre caminho para que a administração municipal possa contar, na fase seguinte, com as licenças ambientais. Mas, há não mais que 10 dias, o secretário Municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said, demonstrou dificuldades inesperadas para apresentar em que fase estava o caso e quais as pendências para seu andamento.

Said não conseguiu esclarecer qual a situação do levantamento topográfico e do projeto. Segundo ele, técnicos da pasta estavam terminando o levantamento do traçado para a vicinal em duas pistas, já com uma segunda mão de direção desenhada ao lado da via já existente, que corta da região do Cemitério do Ypê até a saída próxima do loteamento fechado Lago Sul, na rodovia Bauru-Ipaussu.

Mas o prefeito argumentou, ontem, que o projeto foi concluído pelo DER e que, assim, o caminho é buscar a licença ambiental. O chefe do Executivo discute esta demanda junto à Secretaria dos Transportes. Mas, nos bastidores, a informação é que a liberação depende de empurrão político junto à Casa Civil. Neste momento, o governo do Estado realiza um pente fino na lista de prioridades de obras que serão obrigatoriamente lançadas até o final do primeiro trimestre, para não ficar de fora do atual Orçamento em razão da eleição.

A vicinal José Vicente Aiello corre o risco de sair do pacote se não estiveram concluídas todas as fases necessárias à abertura de licitação. Em, além da licença, há outro obstáculo à vista. O Executivo local confirmou que ainda foram iniciadas as negociações para desapropriação ao longo do trecho. O mesmo obstáculo gerou demora no caso da liberação da avenida Nações Unidas Norte, obra também financiada pelo governo estadual.

No caso da vicinal, há outro detalhe. A prefeitura tenta emplacar a construção da pista no traçado ao lado da que existe, uma estratégia que teria como objetivo “preparar o terreno” para a futura duplicação do trecho na ligação até a rodovia. A intenção é interessante, mas implica, em si, também em acelerar etapas.

O governo do Estado anunciou a inclusão da vicinal José Vicente Aiello há alguns meses, quando o sub-secretário da Casa Civil, Rubens Cury, tratou do assunto na área sob sua coordenação. Mas, com todos os contratempos, a ideia pode mudar o mapa para as novas etapas de vicinais.

A lista de programas de vicinais que o Estado está por anunciar, por exemplo, pode não contemplar a ligação da altura do Aeroporto Moussa Tobias até Reginópolis. Motivo: para encaixar todas as obras no orçamento disponível, o Estado faz as contas e, nessa matemática, a duplicação da rodovia Bauru-Arealva é bem mais prioridade.

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