Temor maior da comunidade é o tráfico

Eduardo Brandão
Os olhares assustados e os reiterados pedidos de não identificação revelam que o medo dos moradores é maior pela presença dos “olheiros do tráfico”. São os soldados rasos de uma guerra provocada, sobretudo, pela ausência do Estado em comunidades carentes.
Munidos de radiocomunicadores e armas de grosso calibre, eles são um misto de polícia, juiz e capataz nos núcleos periféricos. “Por enquanto, há policiais por aqui. Mas quando eles forem embora, ficaremos novamente sob o medo de quem realmente manda na favela”, adverte um trabalhador da construção civil, residente na localidade.
Como outros moradores e autoridades policiais, ele avalia que a urbanização do lote afastaria parcela dos criminosos. Contudo, se diz “cansado das constantes promessas e sucessivos projetos de urbanização que não saem do papel”.
Urbanização à vista?
Segundo a Prefeitura, na próxima semana será aberta licitação para obras de infraestrutura da primeira etapa do Programa de Urbanização. “Se tudo ocorrer conforme o cronograma, a assinatura do contrato de obras com a vencedora da licitação deve ocorrer ainda neste primeiro semestre”, afirma, por meio de nota. Ao todo, o projeto prevê cinco fases.

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