TAV não deve ficar pronto até Olimpíada

Eduardo Rodrigues / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
Com a divisão do processo de licitação do trem-bala em duas fases, o primeiro leilão que vai definir a tecnologia e a operação do Trem de Alta Velocidade (TAV) só será realizado no começo de 2012, mais de um ano após a data original de dezembro do ano passado.

E, de acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, a segunda fase que definirá o consórcio para tocar as obras de infraestrutura ocorrerá somente no fim do ano que vem.

Mesmo sem datas exatas para as duas etapas da licitação, o diretor da ANTT acredita que não haverá mais atrasos no início das obras. “Os prazos não mudam e as obras devem se iniciar no começo de 2013.” Ainda assim, reconheceu Figueiredo, é cada vez mais improvável que o projeto fique pronto a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016.

Após o terceiro adiamento do leilão, o governo espera abrir nova audiência pública até o começo de agosto para debater o novo formato da licitação. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU), que havia recomendado alterações no edital anterior, deve ser consultado ainda esta semana. “É obvio que vou conversar com TCU, mas não estou mudando os estudos, só a forma de licitar”, acrescentou.

Apesar da divisão do processo de licitação em duas etapas, o projeto inicial não será desfigurado, garantiu Figueiredo. “Não vamos descaracterizar o projeto para atender interesses. Os estudos econômicos não mudam e a tarifa prevista não muda.”

Dificuldade. Figueiredo alegou que a decisão de alterar o formato da licitação não foi tomada por causa dos pedidos de adiamento do setor privado, mas sim pela dificuldade de entendimento entre as empresas internacionais detentoras de tecnologia e as empreiteiras nacionais para formação dos consórcios. “Não tem nada a ver com os pedidos de adiamento. A mudança foi orientada pela busca de um ambiente competitivo.”

Pelo novo modelo, as construtoras não serão mais sócias da operação dos trens. “Tínhamos cinco ou seis tecnologias interessadas que não tinham interlocução na construção civil. A mudança na licitação vai aumentar a atratividade do projeto para os detentores de tecnologia, porque estamos retirando o risco das obras. E duvido que não existam no mundo empreiteiras interessadas nas obras”, argumentou.

Mesmo diante das dificuldades em tornar o negócio de fato atrativo ao setor privado, o governo não abrirá mão do trem-bala, que segundo Figueiredo seria “essencial” para resolver o problema dos transportes entre Rio de Janeiro e São Paulo.

“Não existe solução mais adequada, não adianta ser contra o TAV e não apresentar solução viável. O trem é um meio de transporte confortável, seguro, rápido, previsível e competitivo”, acrescentou.

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