Taques afirma que edital do VLT será lançado ainda este semestre e critica burocracia em obras

O governador Pedro Taques (PSDB) e sua equipe terão que correr contra o tempo. Isso porque o chefe do Executivo disse, nesta terça-feira (19), que o edital do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deverá ser lançado ainda neste semestre. Sendo assim, o tucano tem ainda 11 dias pela frente. Além disto, Taques também criticou a burocracia enfrentada e afirmou que “é muito mais difícil reconstruir do que construir”.

“A Salgadeira estava parada há oito anos. Nós estamos entregando agora em junho com dois diferenciais. O primeiro: o cocô do banheiro caia diretamente no rio. Nós criamos a Estação de Tratamento de Esgoto. Segundo: era proibido banho. Nós, junto com o Ministério Público, resolvemos a questão do banho. Será entregue agora. Sabe quanto tempo demorou a obra? Seis meses. Sabe quanto tempo ficamos mexendo com papeis? Tira empresa, põe empresa. Foram três anos na Salgadeira”, disse em entrevista à Vila Real FM.

Taques ainda acrescentou: “Trevo do Santa Rosa: a obra demorou quatro meses. Três anos mexendo com papeis. Reconstruir quando começa alguma coisa errada, é pior que construir. O cidadão que esta me ouvindo sabe disso, que é muito mais difícil reconstruir do que construir”.

O governador ainda fez questão de relembrar, novamente, que foi um dos que se opôs a implantação do VLT, em Cuiabá, quando ainda era senador: “Alguns diziam que eu fazia parte da máfia dos combustíveis, porque eu era contra, e já revelada naquele momento, como senador, tudo que estaríamos neste momento. Eu apanhei porque era contra o VLT. Teve uma audiência na Assembleia Legislativa, que a cidade toda estava embebecida em razão do VLT”.

“Rompemos o contrato com o consórcio. Agora, a culpa de não terminar o VLT é da gestão Pedro Taques. Depois de quatro anos, nós temos que dizer a verdade. Agora o RDC está em andamento, nós vamos ter o edital no prazo correto para que possamos ter outras empresas para terminar o VLT”, completou o governador.

Por fim, questionado sobre o RDC, Taques comentou que “prazo em obra pública é ofertar para você cair do cavalo. O RDC vai ser lançado ainda este semestre. Nós temos prazo do RDC para começar. Porque não fizemos isso antes? Porque estávamos negociando o consórcio, que era a melhor saída”. O governador só parece ter esquecido que faltam menos de 15 dias para o semestre terminar.

VLT

As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tiveram início em 2012, com previsão de conclusão em março de 2014, três meses antes da Copa do Pantanal Fifa 2014, tendo Cuiabá como uma das sedes – quatro jogos foram realizados na Arena Pantanal José Fragelli. Alegando não ter recebido por parcela considerável do que já havia realizado, o Consórcio VLT paralisou as obras em dezembro de 2014.

Após a posse, o governador Pedro Taques determinou auditoria nas obras e no contrato do Consórcio VLT. Constatou-se superfaturamento e falhas pontuais, como a aquisição antecipada das locomotivas e vagões do VLT supostamente por causa de um período de baixa do dólar.

Em fins de 2015, por determinação do juiz Ciro Arapiraca, da Seção Judiciária de Mato Grosso, houve a retomada das conversações do governo com o Consórcio VLT, para que as obras pudessem ser concluídas. Após a delação premiada de Silval Barbosa, revelando que houve corrupção, o contrato foi rompido. No início, o valor do projeto foi fixado em R$ 1,447 bilhão.

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