Subprefeito da Sé cumpre a palavra e comparece à reunião na Viva o Centro.

Na segunda-feira (26/4), o subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni, reuniu-se na Viva o Centro com presidentes das Ações Locais. O subprefeito, que cumpriu a palavra dada na reunião de março de comparecer a todas as reuniões do CSO, veio acompanhado de dois coordenadores, Ivan Neves e Rogério Paixão, e de seu assessor, Paulo Mortari. E levou relatórios com problemas e sugestões das Ações Locais para melhorar suas micorrregiões.

Mesmo com a entrega dos relatórios, alguns representantes tiveram a oportunidade de fazer reivindicações de viva voz na própria reunião. A questão das pessoas em situação de rua foi citada por várias Ações Locais como um problema emergencial e que está saindo do controle.

“Muitas entidades assistenciais entregam comida a essas pessoas durante a madrugada e por isso, quando chego ao meu serviço pela manhã, as ruas estão completamente sujas”, relatou o representante da Ação Local Antonio Prado. O problema não é apenas a sujeira causada, mas os atos ilícitos que muitos fazem em plena luz do dia, segundo a representante da Ação Local 7 de Abril: “Flagramos algumas dessas pessoas fazendo sexo, consumindo e vendendo drogas, tudo em plena luz do dia, enquanto a cavalaria da polícia militar passa, sem nem revistá-las”.

Moradores de rua

Bucheroni admitiu a enormidade do problema. Disse que o trabalho para solucioná-lo será de longo prazo, porque são grandes as dificuldades para lidar com ele. “Sabemos que muitos moradores de rua estão no Centro pela facilidade em conseguir comida e drogas, mas não temos permissão de proibir a distribuição de alimentos. Para piorar, a presença excessiva deles afasta os turistas da região, que são uma fonte de renda para a cidade. Quando o prefeito Kassab permitiu que a GCM e a PM interviessem em caso de desordem, a imprensa criticou dizendo que ouve violência por parte das autoridades, ou seja, é um assunto complexo e que está sendo tratado pelo grupo de trabalho formado pela parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado”, explicou.

Roosevelt

A reforma da Praça Roosevelt também foi citada na reunião, com os participantes cobrando informações sobre o que há de concreto a respeito. O subprefeito informou que daqui há três meses as obras devem ser iniciadas: “Já foi aberta a licitação e as propostas estão sendo estudadas, ou seja, no que se refere ao trâmite legal não há mais nada que impeça o início das obras”, explica o Bucheroni. Já a Ação Local não ficou satisfeita com a resposta e deseja uma ação imediata, pois a praça, segundo sua representante, foi esquecida pelo poder público: “Nós estamos pedindo o mínimo, que é a instalação de uma base comunitária, melhora na iluminação e limpeza permanente até que as obras comecem. Isso melhoraria a segurança local”.

O coordenador de obras Rogério Paixão responder a essa demanda falando do projeto de “Zeladoria de Praça”, que teve início na região da Subprefeitura de Campo Limpo e que começa a ser implantado no Centro: “A Prefeitura irá contratar desempregados e aposentados para cuidar das praças, recuperando a jardinagem, plantando mudas, impedindo que moradores de rua se instalem. Será alguém que se tornará conhecido da comunidade e que imporá respeito”, resumiu Rogério. O projeto também conta com empresas que se responsabilizarão pelas obras necessárias nas praças e em troca terão publicidade permitida pela Prefeitura.

Arouche

A Ação Local Largo do Arouche cobrou da Subprefeitura atenção para o dossiê que preparou e lhe entregou com os problemas de sua micorregião há dois anos, mas não obteve nenhuma resposta: “Enviei o documento relatando problemas com casas noturnas que não respeitam horário e colocam as músicas muito alto. Também denunciei que fomos enganados com relação às câmeras de vigilância. Acreditamos que estávamos protegidos, quando na verdade todas estavam desligadas”. O subprefeito se surpreendeu com a informação, prometeu verificar e disse que responderá ao dossiê.

Piso do calçadão

Pedestre no Centro de São Paulo sofre com o piso dos calçadões. O número de buracos no mosaico português chega a ser incontável e não conserto que dê conta. A circulação de carros fortes, de veículos de bombeiros e de carga, entre outros, como também a falta de respeito à sinalização do trânsito são outro problema grave. “Os motoristas não respeitam a mão de direção na XV de Novembro. A rua fica uma verdadeira confusão durante o dia”, afirmou o representante da Ação Local XV de Novembro. Já o representante da Ação Local José Bonifácio garantiu haver 142 buracos nessa rua, informação que também assustou o subprefeito, que até brincou ao dizer que a Rua José Bonifácio teria que entrar para o Guiness Book: “Esse número é inadmissível. Pode ter certeza que irei pessoalmente verificar, mas quero deixar claro que tenho quatro equipes, com 16 homens para trabalhar no conserto dos calçadões, mas mesmo assim eles não dão conta”, explica.

Bucheroni encerrou a reunião lembrando que o problema relacionado à coleta de lixo melhorou e agradeceu a oportunidade dada pela Viva o Centro de proporcionar seu contato direto com parte da população do Centro. “Todos estamos trabalhando juntos, e com a maior boa vontade, para solucionar os problemas.”

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