Sorocaba terá Plano Diretor de Meio Ambiente.

Sorocaba será uma das poucas cidades no país a ter um Plano Diretor Ambiental. No período aproximadamente de um ano, contou a secretaria do Meio Ambiente (Sema) Jussara de Lima Carvalho, os dados obtidos com um macrozoneamento ambiental permitirá a criação do plano, que virá a somar ou mesmo “atualizar”, segundo ela, o Plano Diretor existente na cidade.“Temos um Plano Diretor que está precisando de atualização, especialmente um macrozoneamento ambiental. O objetivo é conhecer nossa realidade ambiental: solo, ambientação, topografia…”, explicou Jussara que contou ainda que temos exemplo vizinho, como a cidade de Porto Feliz que há alguns anos elaborou um Plano Diretor Ambiental para apoiar as ações do município.

Para custear os estudos e realização do plano, a Sema receberá um recurso de 150 mil dólares da Corporación Andina de Fomento (CAF), que mesmo sendo uma instituição financeira não concedeu um “empréstimo” à Sema e sim um recurso em forma de compensação ambiental. Conforme as palavras do própria secretária, não trata-se de uma “doação” da CAF; a CAF financiou alguns projetos do município e é preciso ter um parecer ambiental, “quando souberam que criaram a Sema quiseram conhecer a Secretaria (…). Eles se manifestaram e disseram que poderiam ceder o dinheiro”, contou Jussara explicando que não foram procurar o recurso e sim foram procurados.

No momento, a Câmara de Vereadores de Sorocaba já autorizou à Sema o recebimento do repasse e aguardam uma posição da CAF para dar início ao projeto que tem prazo de duração de aproximadamente 12 meses.

Ferramenta de sustentabilidade

Considerando o crescimento da cidade e o aumento de edificações, o que muitos sorocabanos temem é que as áreas verdes sejam invadidas ou mesmo que essas construções possam ter impactos ambientais mais complexos. Para tanto, um dos grandes feitos que deverá ocorrer a partir desse levantamento é a definição de uso de solo, já que o estudo permitirá saber onde é possível a construção e quais áreas precisam ser preservadas. Para Jussara, com os dados do zoneamento haverá mais “firmeza” na avaliação e definição sobre qual tipo de empreendimento poderá ser realizado em determinado tipo de solo. “Um disciplinamento”, explicou.

Como na região também há o encontro dos dois mais importantes biomas do país: a Mata Atlântica e o Cerrado (esse último sob proteção devido a extinção), uma das possibilidades – a partir do levantamento apontado pela secretária – é o conhecimento e localização desses fragmentos de Cerrado na região, assunto ainda pouco difundido localmente. “Depois de todos os cruzamentos dessas variáveis, com o trabalho de campo, teremos condições de fazer propostas, identificar áreas ambientais críticas, os impactos, áreas a serem recuperadas, definir área de interesse ecológico e proteção ambiental”, finalizou Jussara que ainda não sabe se a própria instituição é que escolherá uma empresa – ou empresas – especializadas para o levantamento ou se repassarão a atribuição à Sema que faria a licitação para a contratação dos serviços.

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