Sob investigação, Ortiz Júnior deve assumir prefeitura de Taubaté

Diplomação do prefeito eleito acontece no próximo dia 19 de dezembro.
Manobra e ausência de testemunhas transferiram data do julgamento.

Terminou por volta das 18h30 desta terça-feira (11) a audiência do processo que julga a participação do prefeito eleito de Taubaté, Ortiz Júnior (PSDB), em um suposto esquema de fraude em licitações para financiamento de campanha eleitoral. Uma nova audiência foi marcada para o próximo dia 18, véspera da diplomação do político. Por conta dos prazos do processo, a diplomação do tucano não pode mais ser barrada e o julgamento da ação foi transferido pela Justiça para 2013.
A audiência começou às 9h e ouviu 23 testemunhas, sendo seis de acusação e as demais de defesa. Outras quatro testemunhas de defesa não puderam comparecer e tiveram o depoimento marcado para a próxima semana. A audiência ocorreu em uma pequena sala e foi fechada ao público.
Durante a manhã, o juiz Flávio de Oliveira Cesar ouviu os depoimentos de Djalma da Silva Santos, pivô da denúncia, e Gladiwa Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), onde as licitações seriam alvo de fraude.
Para o promotor Antônio Carlos Ozório Nunes, do Ministério Público Eleitoral, e autor da ação que investiga as supostas fraudes, a audiência foi esclarecedora.
“As testemunhas esclareceram alguns pontos obscuros, como os procedimentos licitatórios. Isso são informações para uma análise mais detalhada dos fatos, mas a denúncia não muda”, disse ao G1.
Defesa
Ortiz Júnior não foi convocado, mas esteve no fórum criminal, no Centro, por volta das 9h. Como ele apresentou sua defesa dentro do prazo exigido pela Justiça, 3 de dezembro, não foi ouvido.
Para a defesa do prefeito eleito, as denúncias têm conotação política. “Aqui nós negamos todos os fatos porque eles têm conotação política. Não há provas contra a coligação. Na minha opinião, a audiência de hoje confirmou a nossa defesa, que não há nenhum indício de uso da máquina pública administrativa ou de intrerferência nas eleições”, disse Marco Toscano, advogado da coligação ‘Taubaté com Tudo de Novo’.
Manobra
A previsão é que o julgamento só seja concluído em janeiro de 2013, após a posse do prefeito eleito. Isso porque o vice-eleito na chapa de Ortiz, o professor Edson do Senai, pediu mais prazo para análise dos documentos sob alegação de que não teve tempo para tomar conhecimento do processo.
A Justiça concedeu mais dez dias ao vice-eleito o que irá atrasar para depois da diplomação, marcada para o dia 19, o julgamento do processo.
Acusação
Junior é julgado de manipular junto com o pai, Bernardo Ortiz (PSDB), na época presidente da FDE, licitações de compra de mochilas para estudantes de escolas públicas. De acordo com o Ministério Público, responsável pela denúncia, teriam sido arrecadados cerca de R$ 8 milhões para a campanha eleitoral de Junior, eleito em segundo turno com 62% dos votos válidos.

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