Sem solução para o VLT, governo anuncia licitação de 900 ônibus

A Secretaria de Transportes vai licitar cerca de um terço da frota de ônibus do Distrito Federal e avalia, em conjunto com a Procuradoria-Geral do governo, as consequências jurídicas de um possível rompimento com o Consórcio Brastram, contratado pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para executar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), um dos eixos centrais do programa Brasília Integrada.

O impasse envolvendo a construção do VLT foi tratado em uma reunião na tarde de ontem entre o secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, e os advogados do GDF. Segundo ele, existem “contaminações” que dificilmente permitiriam a continuidade do projeto. “Além da questão moral, se insistirmos no projeto do jeito que está, o VLT não acaba nunca porque continuará a ser alvo do Ministério Público e o mérito da ação na Justiça só deve ser julgado em três anos”, avaliou.

A construção do veículo VLT está suspensa por decisão da Justiça (leia memória). O juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, decidiu paralisar a obra devido a suspeitas de irregularidades na licitação para o projeto básico do empreendimento. Em ação civil pública, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apontou fraude na concorrência promovida em 2007 pelo Metrô. A decisão sobre o futuro do VLT deve ser tomada em 15 dias, conforme adiantou Vazquez. “Estamos estudando alternativas”. A reportagem tentou contato com o novo diretor do Metrô, David José de Mattos, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Frota de táxis
Outro assunto polêmico será discutido hoje. O edital de licitação de 900 dos 2,7 mil ônibus do transporte público do DF. O processo foi concluído pelo governo passado e está sob análise da Procuradoria-geral do DF. Caso o órgão dê parecer favorável, a concorrência será lançada em no máximo 30 dias. No caso de necessidade de ajustes, o prazo pode se estender por até 90 dias. Os veículos licitados vão circular nos principais corredores de transporte (DFs) em substituição aos ônibus velhos de propriedade de empresários que estão com a concessão vencida.

O transporte individual de passageiros também passará por mudanças. A frota de táxis do DF será ampliada com a licitação de mais 649 permissões. Se sair do papel, será a primeira concorrência pública de táxi na história da capital. Há pelo menos dois anos, o governo tenta, sem sucesso, ampliar e licitar os 3,4 mil veículos da cidade que, ao longo dos anos, virou um negócio lucrativo com a venda ilegal de permissões por até R$ 35 mil.

Vazquez é cauteloso ao ser questionado se pretende promover concorrência pública para todos os táxis. “Existe um estudo na secretaria sobre o setor. Assim que for concluído, vamos decidir o que fazer”. A licitação das novas permissões está concluída e será publicada assim que passar pelo crivo da Procuradoria do DF.

O secretário de Transportes não parece disposto a bater de frente com empresários do transporte coletivo e individual de passageiros. Ele defende que o melhor caminho é o diálogo e sustenta que não será conivente com ilegalidades. “Vamos ouvir o Ministério Público e construir soluções. A maior parte das empresas de ônibus e os comerciantes que ocupam a Rodoviária do Plano Piloto também não passou por licitação. A culpa é deles? Não. É do poder público que não planejou e não fiscalizou. Foram 50 anos assim. Isso não é o tipo de coisa que se muda de um dia para o outro. A pressa, nesses casos, pode criar mais dificuldades para a população do que melhorar as condições dos serviços”, justificou.

Um grande desafio na área de transporte de massa é modernizar o Metrô que sequer foi concluído e já apresenta problemas graves de desgaste que provocam atrasos e insegurança para o usuário. A maior parte dos 20 trens são da década de 80. Recentemente, o governo recebeu 10 novos veículos de um total de 12 que foram adquiridos.

Dos 10, sete estão em operação. Segundo Vazquez, a lentidão dos vagões e as constantes paralisações do serviço são reflexo da necessidade de investimentos em tecnologia de comunicação e sinalização. “O metrô tem problemas sérios de comunicação e sinalização. Por que existem tantos problemas de freio nos trens? Porque a tecnologia está defasada. Alguns deles sequer têm peças de reposição no mercado”, citou. O governo já decidiu que nos próximos anos serão construídas duas estações em Ceilândia, outras duas em Samambaia e uma nas proximidades do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Do Correio.

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