Segurança terceirizada.

Mudança de hábito Seccional de Ribeirão Preto estuda colocar empresas para cuidar de portarias de distritos e liberar policiais

GABRIELA YAMADA
Gazeta de Ribeirão
gabriela.yamada@gazetaderibeirao.com.br

A Delegacia Seccional de Ribeirão Preto tem a intenção de terceirizar o serviço de portarias em delegacias da cidade, possibilitando aos policiais civis que exerçam suas atividades na investigação, além de oferecer melhor atendimento à população.

Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o delegado seccional Marcos César Borges informou que o projeto ainda é “embrionário” e está em andamento.

Ainda segundo a secretaria, não há data prevista para a licitação da contratação da empresa que executaria o serviço. As delegacias que deverão receber o serviço ainda não foram definidas, mas a SSP confirmou que os dois plantões policiais, que funcionam a partir das 18h e aos finais de semana e feriados, deverão contar com a novidade. Os plantões ficam localizados no 1º Distrito Policial, no Centro, e no bairro Campos Elíseos.

Segundo a reportagem apurou, pelo menos outras quatro delegacias estão no projeto para receber o atendimento terceirizado: Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e a Delegacia Seccional.

Hoje, são os próprios policiais civis que desempenham o papel na portaria, conforme a necessidade e escalas. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto e Região, depois que as cadeias públicas foram desativadas, por exemplo, os carcereiros foram remanejados para a portaria da Delegacia Seccional.

O 1º DP, delegacia que realiza o maior número de atendimentos em Ribeirão, não possui uma portaria para informações. Como o atendimento é feito somente no piso superior, é comum que, durante as manhãs, os profissionais que trabalham nas rádios e divulgam as ocorrências policiais da delegacia façam o papel de orientação.

“Aqui deveria ter uma portaria. Fiquei perdida. Depois a gente sobe, pega uma senha e descobre que essa senha não serviu para nada”, afirmou a Maria Isadora Ramos, 32 anos, que esteve ontem no 1º DP para solicitar informações.

Investigadores aprovam ideia

“Tomara que esse projeto saia do papel. Policial tem de investigar”, afirmou ontem um policial civil, que preferiu não ser identificado. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto e Região, não existe um concurso para a aprovação para o cargo de porteiro na Polícia Civil. Portanto, não há a obrigação de haver investigadores desempenhando o papel.

Para organizar o atendimento, o 1º Distrito Policial, no Centro, conta com um sistema eletrônico de senhas, facilitando o trabalho dos investigadores e do delegado de plantão. “Antes, era uma desordem. As pessoas ficavam irritadas, o balcão ficava lotado, não dava para trabalhar direito”, disse um outro investigador.

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