Secretário defende PPPs para ampliar metrô de SP

GUSTAVO URIBE – Agência Estado
Em seu primeiro discurso no cargo, o secretário paulista dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, indicou hoje que pretende ampliar a participação da iniciativa privada no setor por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Na avaliação dele, essa é a melhor forma de economizar recursos para investir na expansão da rede metroviária de São Paulo.

Fernandes elogiou, em mais de uma oportunidade, a Linha 4 – Amarela do metrô, viabilizada por meio de PPP, indicou que a Linha 5 – Lilás deve seguir o mesmo rumo e fez um apelo aos empresários presentes na cerimônia de transmissão de cargo. “Tragam projetos e fortaleçam a nossa relação. Aí estão as PPPs. Precisamos aprofundar, precisamos explorar muito mais esse rincão. Precisamos ir em frente”, disse.

Após o discurso, em entrevista coletiva, o secretário disse que o governo ainda aguarda o desfecho do imbróglio em torno da Linha 5 – Lilás da Companhia do Metropolitano (Metrô), alvo de denúncia de fraude na licitação dos lotes 3 a 8.

De acordo com ele, as empresas poderão recorrer da decisão do governo de anular a licitação até o dia 14 de janeiro. Após esse prazo, será a vez de o governo estadual dar sua resposta, até o dia 30 de janeiro, e, por fim, a Justiça decidirá se mantém a licitação ou se uma nova concorrência terá de ser feita.

Caso haja nova licitação, o secretário se posicionou a favor de que seja realizada nos moldes de uma PPP. “Por que a gente não aproveita, se é que tem de fazer, para fazer algo novo. Vamos fazer uma PPP”, defendeu. “Quem sabe a gente não faz uma bela de uma economia e começa uma outra linha.” O secretário alertou que, caso seja feita uma nova licitação, o processo só será retomado em agosto ou setembro, o que irá atrasar a construção da nova linha.

Linha 4 e tarifa

Fernandes afirmou que as estações Pinheiros e Butantã da Linha 4 – Amarela do metrô devem ser entregues no fim do primeiro semestre. Até o fim do ano, as estações Luz e República também devem ser finalizadas, encerrando a primeira fase da Linha 4 – Amarela.

O secretário negou que a tarifa do Metrô vá superar R$ 3 e informou que o novo reajuste será anunciado em fevereiro. “Imagina, não tem como. Eu não sei se chegaremos a R$ 3, não. Mas passar, nem pensar”, afirmou.

O secretário prometeu menor intervalo de tempo entre os trens do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), aumentar a eficiência dos corredores de ônibus e expandir a malha metroviária na região metropolitana de São Paulo. “Precisamos utilizar melhor, muito melhor, o que já temos. Precisamos aprimorar o que fazemos numa busca contínua de qualidade e eficiência”, disse.

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