Secopa nega irregularidades e defende apuração do MP

Maurício Guimarães diz que investigação do MP vai elucidar fatos e fala em “factóide”

Maurício Guimarães
Thiago Bergamasco/MidiaNews | O secretário Maurício Guimarães, que negou direcionamento na licitação do VLT

DA REDAÇÃO
O secretário Maurício Guimarães, da Secopa, minimizou o impacto da reportagem publicada na última sexta-feira (19) pelo UOL, site mais acessado do país e ligado à Folha de S.Paulo. O texto dizia que o resultado da licitação para a implantação do VLT em Cuiabá era conhecido um mês antes – e que existe a possibilidade de ter havido pagamento de propina de R$ 80 milhões ao governo pelas empresas vencedoras. Esta última afirmação foi feita pelo ainda assessor especial do vice-governador Chico Daltro (PSD), Rowles Magalhães Pereira da Silva.
Segundo Guimarães, é importante que o Ministério Público investigue a denúncia. “É preciso que esse episódio seja apurado imediatamente, sobretudo para se saber se isso tudo é verdade, ou se não passa de um mero factóide”, afirmou.
Para ele, a reportagem causou desconforto no governo, mas o que foi dito pelo assessor transimitiu “fragilidade”.
“Não dá pra entender, por exemplo, porque isso foi divulgado um dia depois de a Justiça Federal revogar a liminar que suspendeu o contrato do VLT. Se eles tinham essa informação lá atrás, por que não divulgaram?”, questionou.
O secretário afirmou que é praticamente impossível ter havido qualquer tipo de direcionamento na licitação do VLT.
“Foi um processo transparente, com acompanhamento de órgãos de fiscalização, com mais de vinte pessoas capacitadas, séria, checando tudo. Essa suspeita de direcionamento é absurda; não faz sentido. Aliás, muitos dos que participaram da comissão de licitação estão indignados, se sentindo ultrajados pelo que foi escrito”, disse.
Guimarães negou que tenha sido ameaçado por Rowles a arranjar R$ 80 milhões de propina, como revelado pelo UOL. Em uma gravação, Rowles afirma: “Bixo, não é pra você tentar, você se vira, você vai ter que ajeitar, não ajeitou, é pau, o pau come”.
“Isso não existe. Nunca fui ameaçado. A gravação mostra coisas soltas, desconexas. Se tem algo do tipo (ameaça), é montagem. Não existe nada nesse sentido”, afirmou.
“Consciência tranquila”
Ele ressaltou que não tem nenhum tipo de relação com Rowles, a quem atendeu algumas vezes na sede da Secopa.
“Ele esteve na Secopa na época em que foi feita a doação de um anteprojeto pela estatal portuguesa Ferconsult, sobre o VLT. Esse estudo foi patrocinado pelo Infinity. Obviamente, houve interesses contrariados, já que não houve a parceria público-privada, que era de interesse dele. Mas o meu contato com o senhor Rowles foi esse. Qualquer coisa além disso, é invenção”, disse.
Apesar do impacto negativo da reportagem, Guimarães não acredita que o episódio irá prejudicar o andamento das obras do VLT.
“A nossa consciência está tranquila. Estamos focados na implantação do novo sistema e vamos continuar trabalhando, de cabeça erguida. Eu sabia que não seria fácil viabilizar o VLT, mas não imaginava que seriam colocadas tantas pedras no caminho”, afirmou.

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