O salto olímpico que o Rio tem que dar até 2016

Agência O GloboPor O Globo (granderio@oglobo.com.br) | Agência O Globo
 
RIO – O Rio terá que dar um salto olímpico para chegar com tudo pronto aos Jogos de 2016. Há projetos quase concluídos – como o Maracanã que será o palco principal da Copa, dois anos antes -, mas outros mais ou menos atrasados por entraves jurídicos ou burocráticos que vão exigir uma maratona nos próximos quatro anos. Os investimentos são tantos e tão altos que os números oficiais, estimados inicialmente R$ 28,2 bilhões, ficaram para trás. Neste caderno especial, serão revelados os detalhes do megapacote de obras que promete uma transformação radical no visual e no futuro da cidade.
Uma corrida que começa pelo parque olímpico, para onde todos os olhos estão voltados. Com 1,18 milhão de metros quadrados, o centro do espetáculo está dentro do cronograma e a promessa é apesentá-lo ao grande público ainda 2015. Somente parte das instalações – infraestrutura e três arenas de treinamento – custará R$ 1,35 bilhão. O HSBC Arena será aproveitado -e depois, liberado -, assim como o Parque Aquático Maria Lenk. O início do bate-estaca envolve certa tensão, com a demolição do autódromo. Algumas arquibancadas já estão sendo demolidas. A favela Vila Autódromo, onde vivem duas mil pessoas, será removida. São ações delicadas, com custos que vão além dos financeiros.
Até os Jogos, quatro corredores expressos
A área de transporte, que deixará um dos principais legados para a cidade, é outro ponto de preocupação. Estado e prefeitura estão confiantes, ainda que seja necessário um sprint final. O mais vistoso empreendimento é a Linha 4 do metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra. É mais do que um sonho olímpico, é uma promessa de dias melhores na rotina demoradores do Rio. Com 15 quilômetros, o trecho poderá transportar 300 mil pessoas diariamente. Na conta das autoridades, o ramal novo, depois de testes, entra em operação ainda no primeiro semestre de 2016. Há novidades também nas Linhas 1 e 2, que ganharão 19 trens até março do ano que vem. Além disso, a Estação Uruguai, na Tijuca, está prevista para em 2014. Sem falar nos quatro BRTs: o Transoeste já funciona parcialmente, mas ainda há os Transcarioca, Transolímpico e Transbrasil. A responsabilidade tem o peso das promessas.
– Não há o menor risco de os BRTs não ficarem prontos. O tempo que temos é mais do que suficiente – garante o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, acrescentando que, com as licitações feitas até o fim do ano, tudo estará pronto até 2015.
O Porto Olímpico chegou por último, e inspira cuidados. Embora a região não estivesse originalmente no pacote dos Jogos de 2016, a transferência da Vila de Mídia para lá fez tudo mudar de figura. A revitalização já em curso ficou mais ambiciosa. Novos píeres, por exemplo, vão aumentar a capacidade do porto para receber carga e turistas. Os armazéns terão lojas e restaurantes. O terminal de passageiros será reformado. Há licitações em meio a brigas jurídicas. Só depois de resolvê-las, as intervenções de R$ 662 milhões, com verba do PAC, terão início. Ainda espera-se parte dos píeres pronta para a Copa.
– Os portos não podem ser o gargalo do crescimento econômico, e por isso os investimentos do governo federal têm sido intensos – diz o ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. – Na Copa e nas Olimpíadas, os navios serão usados como hotéis flutuantes. Como legado, teremos um porto mais moderno. A capacidade de receber turistas em cruzeiros crescerá em até 250%.
Cifras olímpicas são sigilosas
A recepção de turistas em terra firme é outra prioridade. O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, prevê que a cidade ganhará mais 106 hotéis, a maioria na Barra.
As cifras da empreitada são sigilosas. Presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes explica:
– Não há a mínima hipótese de se fazer estimativas. Não quero que especulações joguem os valores das licitações lá para cima. Nossos Jogos têm que ser competitivos. Vamos fazer coisas bonitas como em Beijing e Londres, mas espartanas nos custos.
Campanha uniu os cariocas
Eram 13h50m do dia 2 de outubro de 2009, no Brasil. Em telões na Praia de Copacabana, a imagem de um envelope numa bandeja deixou em silêncio milhares de pessoas. A tensão durou até que o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciasse o resultado: o Rio iria sediar as Olimpíadas de 2016. No palco armado em frente ao Copacabana Palace, a comemoração começou com o samba do Salgueiro, de 1993, cujo refrão sintetizava o clima do momento: “Explode coração, na maior felicidade”. Era a hora de festejar.
Em meio a atrasos nas obras de infraestrutura e das instalações para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, lançou em setembro de 2006 a candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016. Era a terceira tentativa em dez anos. Nas duas vezes anteriores – para as Olimpíadas de 2004 e 2012 – a cidade foi eliminada na primeira seleção. Em 2007, sete cidades se candidataram. No ano seguinte, o Rio foi anunciado como uma das quatro finalistas, junto com Madri, Chicago e Tóquio. A Cidade Maravilhosa saiu na frente.

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