Sabesp encomenda estudo para abertura de 200 poços na Grande SP

Pesquisa será feita pela USP e vai mapear quantidade de água no subsolo.
Poços seriam usados no abastecimento público em caso de necessidade.

Márcio Pinho
Do G1 São Paulo

Equipamento utilizado na abertura de poços artesianos. (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Equipamento utilizado na abertura de poços
artesianos. (Foto: Tatiana Santiago/G1)

A Sabesp vai contratar um estudo para conhecer a viabilidade da abertura de 200 poços e a utilização da água do subsolo no abastecimento público.
A pesquisa ficará a cargo do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) e vai custar R$ 2,9 milhões aos cofres da companhia de saneamento básico do estado.
O objetivo é avaliar a disponibilidade de água no subsolo da região metropolitana de São Paulo. “Trata-se de um planejamento para considerar mais essa fonte de água para abastecimento da metrópole, aumentando a segurança hídrica”, informou a Sabesp, por meio de nota.
Segundo a companhia, o estudo vai “mapear” a possibilidade de perfuração de 200 poços para o “abastecimento público”, mas eles só serão abertos caso seja realmente necessário.
Para o geólogo Pedro Luiz Côrtes, pesquisador da USP, esse tipo de levantamento permite conhecer áreas com maior presença de água e também detectar possíveis contaminações.
 
“Não vejo nenhum risco para a população caso essa água precise ser usada para o consumo humano. Mesmo que encontre alguma concentração de metais e seja necessário um tratamento, a Sabesp tem expertise para deixar essa água potável”, afirma.
Segundo ele, não haveria também um risco de superexploração do aquífero, já que o estudo permite detectar também áreas já superexploradas pela abertura de outros poços. O especialista opina ainda que o uso dos poços poderia ser uma alternativa pontual de curto prazo e que poderia ajudar a abastecer locais emergenciais, como escolas e hospitais.
O estudo faz parte do plano de contingência que a Sabesp desenvolve na Grande São Paulo e que tem várias outras ações relacionadas.
A pesquisa foi autorizada pela diretoria colegiada da Sabesp. Após a assinatura do contrato, o trabalho será coordenado pelo Departamento de Planejamento Integrado da Diretoria Metropolitana da empresa, junto do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo.
O contrato será firmado com a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp), e terá prazo de execução de um ano.
Prefeitura
O estudo de abertura de poços não é uma iniciativa exclusiva da Sabesp. A Prefeitura de São Paulo abriu em outubro de 2014 uma licitação para a contratação de empresas especializadas na implantação de poços semi-artesianos.
Cada subprefeitura terá à disposição a empresa e preços para a construção dos poços em casos de emergência de falta de água em equipamentos públicos, como creches e hospitais.
Com isso, ao ser detectada a necessidade de perfuração de um poço, a contratação poderá ser feita em 20 dias. Sem essa medida, o processo licitatório poderia durar de três a seis meses. O documento terá validade para as 32 subprefeituras.
Uso emergencial
A Prefeitura de Barueri pediu levantamento do Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica(DAEE) de poços perfurados em áreas privadas da cidade. O objetivo, segundo a administração municipal, é mapear alternativas de reserva de água em caso de necessidade de abastecimento emergencial.
A Prefeitura depende dos dados do DAEE para fazer um estudo dos poços em Barueri. Até esta publicação, o Departamento de Águas e Energia Elétrica não havia informado o prazo para a apresentação desses dados.

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