S.Bernardo projeta iniciar obras no antigo mercado em três meses

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

Escolhido para abrigar o Museu do Trabalho e do Trabalhador, o antigo Mercado Municipal de São Bernardo voltou a ser tomado por sujeira, restos de comida, entulho, mau cheiro e moradores de rua, além de nos fins de semana, à noite, virar ponto de consumo de bebidas e drogas.

As obras do museu ainda não têm data para começar, mas o secretário adjunto de Cultura da cidade, Osvaldo de Oliveira Neto, afirma que o museu deverá estar pronto em 2012.

A demolição do prédio do mercado começou em junho, mas foi interrompida e deve ser retomada dentro de aproximadamente três meses, quando for escolhida a empresa para terminar a demolição e construir o empreendimento.

“A licitação deve ser aberta nos próximos 20 dias e, a partir disso, levará de dois a três meses para a conclusão.”

Conforme reportagem publicada em novembro, a licitação estava prevista para dezembro. Neto justifica o atraso por causa do fim de ano.

O investimento previsto é de R$ 19 milhões, sendo R$ 15 milhões do Ministério da Cultura e R$ 3 milhões da Prefeitura.

“O museu vai mostrar a história do trabalho no Brasil e de São Bernardo, que tem influência por todo seu histórico. Além de trazer turistas, vamos valorizar as raízes da cidade.”

As sedes do Rotativo Cidadão, Conselho Tutelar e Cooperativa de Consumo serão transferidas para dar espaço ao museu.

ESTRUTURA – O museu terá dois blocos e um espaço para exposição multimídia temporária, além de mostra permanente. Haverá um jardim de escultura na entrada. O museu também contará com espaços de convivência, loja para venda de suvenires e auditório para 200 pessoas.

Vizinhos reclamam das condições do prédio

Quem tem de passar frequentemente pelo antigo Mercado Municipal de São Bernardo fica surpreso. “Sempre tem mais sujeira e morador de rua. Dá medo”, diz a dona de casa Dilce da Silva, 57 anos.

A equipe do Diário conversou com dois moradores de rua que se abrigam no prédio. Com poucas palavras, disseram não ter documentos e não souberam informar há quanto tempo estão no local.

A situação preocupa comerciantes. Proprietária de um mercadinho, Roseli Aparecida Impastaro, 46, diz que já viu policiais retirando os moradores de rua, porém, eles sempre voltam. “Isso acontece porque o policiamento não é frequente. Muitos (moradores de rua) pedem coisa aqui. Há também a sujeira e, de sexta-feira, chego a fechar mais cedo porque o espaço é tomado por jovens.”

A Prefeitura informou que a limpeza da área será realizada até o fim do mês. Além disso, aborda moradores de rua para que sejam encaminhados de forma espontânea até as entidades de acolhimento. A GCM (Guarda Civil Municipal) realiza rondas preventivas e, às sextas-feiras, desenvolve trabalho para coibir o uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes.

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