Ruas vão ter lombadas “educativas” que sinalizam velocidade dos veículos

Fábio Linjardi

A Prefeitura de Maringá prepara a compra de 30 lombadas eletrônicas “educativas”. Cada equipamento vai exibir em um painel a velocidade do veículo que está passando, mas não emitirá multa.

A decisão de comprar os aparelhos partiu da Secretaria Municipal dos Transportes (Setran). O edital para a licitação está sendo finalizado pela Procuradoria-geral do Município. Os aparelhos serão distribuídos em vias onde são comuns abusos de velocidade.

O valor máximo estimado para a compra de cada equipamento é de R$ 15 mil – um décimo do custo de uma lombada eletrônica convencional, que fotografa e emite multas. Outro ponto apontado como negativo das lombadas que multam, além do preço para a instalação, é o elevado custo para a manutenção e a baixa “produtividade”. “Uma lombada eletrônica que multa custa caro, na casa de R$ 150 mil, tem uma manutenção muito cara e multa muito pouco, porque o cidadão tem medo, respeita”, diz o diretor de tráfego da Setran, Gilberto Purpur.

De acordo com a Setran, o modelo da lombada será “mais simples” do que o aparelho testado este ano em frente ao Hospital Universitário (HU) – que tinha a opção de multar. O equipamento, já removido, funcionava em um totem instalado no canteiro central. O modelo que será licitado vai ser instalado em postes metálicos.

“É um sistema mais simples. Pensamos em algo como o que funciona na Avenida Carlos Borges. Mesmo não multando, esse tipo de equipamento adverte o motorista, e a maiora acaba controlando a velocidade na hora de passar”, avalia Pupur. “É algo inovador, não sabemos ainda se haverá empresas que consigam fazer equipamentos na medida que estamos pedindo (na licitação)”, diz o diretor de tráfego.

CUSTO X BENEFÍCIO
“Uma lombada eletrônica que multa custa R$ 150 mil. Tem uma manutenção cara e multa muito pouco” – Gilberto Pupur – Diretor de Tráfego da Secretaria dos Transportes de Maringá.

Hoje a prefeitura de Maringá conta com 40 radares – todos eles multam. São 20 aparelhos que filmam os veículos que avançam sinais e outros 20 que fotografam quem excede a velocidade. A Setran informa que ainda não há previsão de aumentar a quantidade desses equipamentos.
Os radares de velocidade respondem por 38% das infrações registradas este ano – 36.699, de um total de 94.364 irregularidades apontadas em 2011, entre janeiro e setembro. Em segundo lugar estão as câmeras instaladas nos cruzamentos, responsáveis pela identificação de 25.488 infrações. Os agentes de trânsito estão em terceiro lugar, com o registro de 18.374 irregularidades.

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