RJ vai investir até R$ 8,3 milhões em contêineres para as UPPs

Licitação prevê locação e manutenção de 310 contêineres. Seseg diz que o objetivo é ‘permitir ocupação de comunidades’.

Base da UPP Arará Mandela foi alvo de ataque em março deste ano e teve que ser removida (Foto: Ale Silva/Futura Press)
Base da UPP Arará Mandela foi alvo de ataque em março deste ano e teve que ser removida
(Foto: Ale Silva/Futura Press)

Em meio à crise envolvendo o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora, com confrontos registrados em diferentes comunidades pacificadas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro pretende investir até R$ 8,3 milhões em contêineres de UPPs. Foi aberta licitação para contratação de serviços de locação e manutenção, por 12 meses, de 310 contêineres de diferentes tipos. A licitação é por menor preço global em pregão eletrônico e o limite de acolhimento das propostas termina nesta quinta-feira (13) às 9h30.
De acordo com o edital de licitação, serão alugados contêineres marítimos adaptados para escritórios e banheiros a serem instalados na Região Metropolitana. A empresa vencedora da licitação também será responsável pela instalação e pela manutenção dos equipamentos. O pregão engloba ainda o fornecimento de caminhões para transporte dos contêineres e a contratação de mão de obra necessária. No documento, a Secretaria de Segurança (Seseg) esclarece que o objetivo do pregão é atender as necessidades das polícias Militar e Civil “a fim de permitir a ocupação das comunidades pela corporação até que sejam finalizadas as obras”.
Além de serem úteis para o projeto de expansão das UPPs, os contêineres podem substituir alguns que já foram alvo de ataques de criminosos – como o que aconteceu com a base da Unidade de Polícia Pacificadora Arará/Mandela, no Subúrbio do Rio, que foi incendiada em março deste ano e precisou ser substituída. Por meio de nota, a Seseg informou que os novos contêineres serão utilizados “mediante demanda, sejam novas ou em substituições necessárias de qualquer natureza”.
2º pregão
Essa é a segunda licitação que a Secretaria de Segurança realiza desde a rescisão, em agosto de 2013, do contrato com a empresa OGX, do empresário Eike Batista, que financiava parte da execução do projeto de Unidade de Polícia Pacificadora. Assinados em 2010, os convênios garantiam investimentos de R$ 20 milhões por ano para as ações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora.
Após a rescisão, a Seseg realizou uma licitação, mas a empresa contratada desistiu da prestação do serviço alegando impossibilidade de cumprimento do objeto contratado. De acordo com a secretaria, por este motivo, foram revogados todos os atos e rescindido o primeiro contrato. Além disso, foi aplicada sanção à empresa contratada. Atualmente, o serviço de locação de contêineres está coberto por um contrato emergencial.

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