Rio quer criar corredores expressos para Olimpíada

A quatro dias da escolha da cidade que abrigará os Jogos Olímpicos em 2016, o Rio de Janeiro aquece os motores para tirar do papel os dois principais projetos em transportes: os corredores expressos T5 – 28 km de faixa exclusiva para ônibus ligando a Barra à Penha – e os BRTs (ônibus de trânsito rápido) da avenida Brasil, o Barra-Deodoro e o Barra-Zona Sul. Só a avenida Brasil vai receber 20 km de via exclusiva para ônibus, ligando a Baixada ao Centro. O sistema é uma das armas do Rio contra Chicago, Madri e Tóquio.

A previsão da prefeitura e do estado, responsáveis pelas obras, é abrir licitação no início do ano que vem. Pelo cronograma, as duas seletivas deverão estar prontas dois anos antes das Olimpíadas, já a tempo da Copa do Mundo de 2014. O transporte, a rede hoteleira e a violência foram os pontos criticados na candidatura do Rio pelo Comitê Olímpico Internacional. Após a implantação, os projetos para desafogar o trânsito deverão beneficiar 1,5 milhão de passageiros por dia. Os veículos serão biarticulados e farão conexões com linhas de ônibus convencionais.

“Vamos seguir os moldes do Transmilenio de Bogotá, que revitalizou toda a capital colombiana. Um projeto brasileiro, do arquiteto Jaime Lerner, que deu certo no país vizinho, vai dar certo aqui. E se tudo correr conforme o planejado vamos entregar o projeto do BRT antes do prazo”, prevê o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, ontem, durante seminário na Associação Comercial, com representantes do Banco Interamericano (Bird), que vai financiar o sistema.

O projeto carioca, que nunca saiu da gaveta, foi a solução encontrada pela África do Sul para resolver o problema do transporte urbano para a Copa de 2010. O modelo também foi copiado pelo ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa. “Com ou sem trens e metrôs, é preciso ter um sistema de ônibus rápido. Afinal, é o principal meio de transporte em qualquer lugar do mundo”, disse.

O T5 vai reduzir pela metade (96 minutos para 47 minutos) o tempo de viagem entre a Barra e a Penha, com seis estações de embarque: Autódromo, Taquara, Tanque, Praça Seca, Madureira e Vicente de Carvalho. Os veículos terão capacidade para transportar 160 passageiros e farão integração com SuperVia e metrô. O BRT prevê a construção de faixas seletivas para a circulação de ônibus entre o Terminal Rodoviário Américo Fontenelle, no Centro, até os futuros terminais no Trevo das Margaridas (Km 0 da Dutra) e no início da Rodovia Washington Luís.

O favoritismo do Rio foi apontado ontem por mais um site especializado na cobertura de olimpíadas. No portal americano Around the Rings, o Rio somou 84 pontos, apenas um a mais que Chicago. As outras empataram com 80 pontos. Há duas semanas, o site Games Bids pôs o Rio na cabeça, com 61,61 pontos, na avaliação que mistura fórmula matemática, opinião de especialistas e análise das candidaturas. O principal adversário na disputa, Chicago, tirou 60,01. Tóquio apareceu com 59,20 pontos, e Madri, com 57,80.

O duelo de Lula e Obama
Um duelo de titãs. De um lado, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e do outro, Lula, que, segundo o próprio Obama, “É o cara”. A presença dos presidentes americano e brasileiro, em Copenhague, na Dinamarca, dá mais peso à candidatura de Chicago e Rio de Janeiro. Obama chega na quinta-feira para acompanhar o resultado da cidade-sede dos jogos olímpicos e retorna em seguida para os Estados Unidos. A favor do Brasil está o fato de que Lula não é só uma aparição, como Obama, mas vem fazendo corpo a corpo há muito mais tempo. “É uma disputa. Mas eu acho que vamos voltar de Copenhague com uma vitória”, aposta Lula.

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