Reforma do gramado do Serra Dourada gera impasse entre clubes e agência.

Dirigentes dos três times da capital temem atraso na troca da grama e pedem só reformas da parte elétrica

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A troca do gramado do Serra Dourada, que ainda não tem data definida para começar, provocou nesta quinta-feira um impasse entre os dirigentes dos clubes goianienses, Goiás, Vila Nova e Atlético-GO, com a Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), responsável pela administração do estádio.

Após uma reunião, realizada nesta quinta pela manhã, com representantes dos clubes e da Agel, os dirigentes das equipes disseram que não querem que as modificações no gramado sejam realizadas agora. Eles temem que as obras possam inviabilizar a realização de jogos da fase semifinal do Campeonato Goiano, das próximas fases da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

O administrador do Serra Dourada, Eduardo Carneiro, e o presidente da Agel, Talles Barreto, asseguram que só aguardam a aprovação da licitação para a troca da grama – a bermuda green cederia espaço à celebration, como explicou o agrônomo do Serra Dourada, Márcio Bueno.

– Vamos trocar o gramado. Não tem sentido não trocar. O estádio está interditado e vamos aproveitar para melhorar o gramado – frisou Eduardo Carneiro.

Segundo ele, só não haverá troca do gramado se o prazo de licitação não estiver aprovado até 15 a 20 de fevereiro. O administrado só admite não mexer na grama após esta data.

Contradição

A novo espécie de grama será plantada no sistema maxirolo e, na projeção do administrador do Serra Dourada, ficaria pronta em 14 de abril, data prevista para a reabertura do estádio.
– Ainda estamos dentro do prazo previsto – acrescentou Eduardo Carneiro.

Mas os representantes dos clubes saíram da reunião receosos de que uma troca da grama não ficará pronta até o prazo previsto para ser reaberto.

– Se começar agora, vai demorar pelo menos um semestre para ficar pronta – previu o superintendente do Goiás, Marcelo Segurado, que participou da reunião.

– O Goiás só entende que haverá a reforma da parte elétrica e nos para-raios, mas não no gramado – acrescentou Segurado. A opinião dele é compartilhada pelo presidente do clube, Syd de Oliveira Reis.

O presidente do Atlético, Valdivino de Oliveira, entende que a reforma no gramado pode demorar por causa dos trâmite burocráticos.

– Sem o Serra Dourada, o Estadual será um prejuízo para os clubes e, no Brasileiro, o estádio fechado vai representar a falência dos times da capital – analisou o dirigente atleticano.

O Vila Nova foi representado pelo supervisor de futebol do clube, Iron Gonçalves.

Ele também saiu convicto de que não haverá a troca da grama agora, apesar de entender que é necessário a reforma da parte elétrica.

O Serra Dourada está fechado para jogos oficiais desde dezembro, quando terminou o Campeonato Brasileiro. O governo estadual já anunciou uma verba de R$ 5 milhões para melhorias do estádio, porém depende de licitação para o início das obras. Inicialmente, estavam previstas para começar em janeiro.

Além dos clubes e da Agel, participaram da reunião representantes do Ministério Público, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Federação Goiana de Futebol.

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