Recife terá 15 edifícios-garagem

Prefeitura aposta em parcerias com empresários para viabilizar empreendimentos no Centro e facilitar mobilidade
Publicado em 13/10/2011, às 08h06
Alexandre Morais
A área central da capital pernambucana deve ganhar novas vagas para veículos com a construção de 15 edifícios-garagem. A Prefeitura do Recife promete fechar parceria com a iniciativa privada para abrir os espaços verticais, ajudando a desafogar o trânsito e melhorar a mobilidade no Centro. O projeto está sendo formatado pelo Instituto Pelópidas da Silveira, vinculado ao Executivo municipal, e o edital de licitação para as empresas concorrentes deve ser lançado até o fim do ano.

Segundo o prefeito João da Costa, para cada vaga criada em edifício-garagem, uma vaga de rua no entorno do prédio seria suprimida. “Dessa forma, iríamos facilitar a circulação dos carros e garantir mais fluidez ao tráfego. As empresas teriam a concessão para gerir os edifícios e o serviço público seria ofertado pela prefeitura”, explica.

Na última segunda-feira (10), a reportagem do JC constatou o quanto é estressante estacionar na região central da cidade. Por volta das 13h, um motorista tenta parar o carro na Rua da União, na Boa Vista, mas é informado de que não há vagas livres. Rapidamente, uma fila dupla de mais de sete automóveis se forma no local. Alguns condutores descem dos veículos para tentar achar um lugar na via. Nesse dia, a espera para a consultora de vendas Gabriela Araújo, 25, durou mais de 20 minutos. “Eu achei até rápido. Toda vez é essa agonia. Por isso só venho ao Centro em último caso. Dei três voltas na rua antes de conseguir estacionar”, diz.

Dono de carro que trabalha no Centro ou precisa resolver negócio na região também reclama da dificuldade em arrumar local para estacionar. Uma das opções é pagar por uma vaga fixa em estacionamento particular. “Paguei R$ 6 e fiquei apenas oito minutos”, reclama a psicóloga Socorro Trindade, 56, que deixou o automóvel em um espaço privado na Rua do Riachuelo. “Precisava apenas deixar um documento no Edifício Ébano e não consegui vaga na rua.”

Na Rua Siqueira Campos, bairro de Santo Antônio, além de carros parados em filas duplas, outros estavam estacionados na faixa de segurança, em frente à entrada de garagens e debaixo de placas de vagas para idosos sem o documento indicativo. As irregularidades foram presenciadas nas Ruas da Palma e da Concórdia. No Bairro do Recife, dois veículos de uso exclusivo do governo federal, a serviço do Ministério da Cultura (Minc), estavam parados na faixa de segurança no entorno da Praça do Arsenal.

Ali perto, na Praça Tiradentes, em frente ao Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), a falta de vagas fez com que dois motoristas parassem caminhões na faixa exclusiva para táxi, na Rua do Bione. “Por isso, evito o Centro. Até com Zona Azul é difícil achar lugar. Parece que os flanelinhas privatizaram as vagas disponíveis. Ou você se submete àquelas que eles indicam ou não acha espaço”, critica o corretor de seguros Paulo Leite, 50.

O prefeito João da Costa garante que o preço do estacionamento nos edifícios-garagem não será superior ao cobrado na Zona Azul. As empresas que vencerem a licitação terão de calcular os custos da operação do sistema dentro dessa norma. “Um grupo ainda está estudando a terceirização da Zona Azul. Pretendemos implantar o ponto eletrônico até o fim do ano para que a população não fique mais refém dos flanelinhas.”

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