Radares inoperantes facilitam abuso.

Costa Verde

Pelo menos 10 radares instalados em 2003 ao longo da Rio-Santos (BR-101), no trecho entre Mangaratiba e Angra dos Reis, estão inoperantes desde o início do ano passado. O balanço foi feito ontem por engenheiros da unidade local do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Angra dos Reis.
Os radares foram instalados com o objetivo de reduzir os índices de acidentes na estrada e foram distribuídos estrategicamente. Ao todo, são dois equipamentos na Japuíba, dois no Camorim, dois no Frade, dois em Conceição de Jacareí e outros dois em Mangaratiba. Praticamente todos os aparelhos estão localizados em perímetros urbanos, nos locais de travessia de pedestres, onde o tráfego tem de ser feito entre 40 a 60 km/h.
Segundo Arysson Siqueira da Silva, um dos engenheiros da unidade local do Dnit, o mesmo problema acontece em todo o país, já que a retomada do funcionamento dos radares depende de uma licitação junto a empresa que opera os equipamentos.
– O contrato de funcionamento dos radares acabou e o novo está em processo licitatório. Porém, estamos com problemas jurídicos, o que está empacando o processo – disse Arysson, ao destacar que não há previsão para que os radares voltem a funcionar.
A dona de casa Umbelina de Jesus, de 44 anos, moradora do Frade, afirma que os radares coibiram o excesso de velocidade e reduziu, por exemplo, o índice de atropelamentos. Ela teme, no entanto, que com os equipamentos fora de funcionamento, novos acidentes ocorram.
– Há cerca de oito anos uma criança morreu atropelada no Frade e algumas pessoas já haviam também morrido. Os moradores começaram a ficar com medo. Revoltados, organizaram uma manifestação solicitando quebra-molas. Quebraram parte do pavimento para que as autoridades tomassem atitude. Os quebra-molas foram instalados e em seguida os radares. Com a instalação dos aparelhos os motoristas começaram a moderar a velocidades e se tornou raro ocorrer um atropelamento e o número de acidentes caiu bastante. Mas, atualmente, como os motoristas já perceberam que os radares não estão funcionando e voltaram a abusar da velocidade, tememos novos acidentes – avaliou a dona de casa.

Instalação dos aparelhos

Outro engenheiro da unidade local do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Angra, Wanderson Lopes da Silva disse que os equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade são instalados após avaliação de um engenheiro que tenha registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) e estudo prévio da travessia, que avalia os dados dos acidentes ocorridos. Baseado nesse levantamento ele ressalta a importância da cautela dos motoristas ao trafegarem onde estão instalados os radares.
– É preciso ter atenção ao trafegar em perímetros urbanos com grande movimento. E, mesmo com os radares inoperantes vale lembrar aos motoristas que eles podem ser multados, caso desrespeitem o limite de velocidade permitida – alertou o engenheiro.

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