Promotoria aponta desvio de R$ 2,7 mi em gestão Azeredo

O Ministério Público de Minas Gerais acusa o senador e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), de ter se beneficiado, durante a gestão dele (1995-98), de um esquema de fraudes em licitação que teria abastecido o chamado valerioduto tucano e causado prejuízo de R$ 2,7 milhões aos cofres do Estado, informa reportagem de Breno Costa, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível apenas para assinantes do UOL e do jornal).

O valerioduto tucano, segundo a Polícia Federal, foi um esquema operado pelo publicitário Marcos Valério para ocultar a origem e o destino de R$ 28,5 milhões em recursos públicos desviados e verbas privadas não declaradas, que financiaram a campanha derrotada de Azeredo em 1998.

O valerioduto tucano gerou uma ação penal no Supremo Tribunal Federal contra Azeredo e outra na Justiça Estadual, contra outros 14 réus.

Segundo a reportagem, a Promotoria diz ter identificado um novo braço de financiamento irregular daquela campanha, com “pagamentos irregulares” do governo Azeredo, que resultaram em “vultuosas contribuições” à campanha eleitoral.

Para o Ministério Público, o suposto esquema envolveu sete empresas vencedoras de 25 licitações na gestão Azeredo para fornecimento de terceirizados ao Estado.

Outro lado

Azeredo informou desconhecer a ação apresentada há um mês pelo Ministério Público. Ele diz que “terceirização não é assunto de governador”.

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