Promotor entrega na CPI da Unemat cópias de ações contra reitoria.

O promotor André Luiz de Almeida, da Comarca de Cáceres, entregou na sessão da CPI da Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), esta tarde, cópias das 14 Ações Civis Públicas que estão sendo movidas pelo MPE (Ministério Público Estadual) contra a reitoria da instituição e a Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior da Unemat). Ele revelou, ainda, para a CPI a existência de outros 79 procedimentos investigatórios. “São procedimentos que podem vir a se materializar em ações”, disse, acrescentando que sobre possíveis reclamações sobre surgidas sobre o concurso público do estado, realizado neste ano, caberá a um promotor de Cuiabá o devido acompanhamento.
Almeida ressaltou que espera que a CPI ajude a complementar as investigações do MPE. Sobre o concurso, ele reafirmou ter recebido denúncia de esquema de venda do gabarito diantes antes da aplicação das provas, no ano passado, que acabaram canceladas.

Conforme o promotor, no sábado, véspera do concurso, foi feita uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), que apreendeu diversos computadores na Unemat, onde chegou-se a encontrar no pen-drive de uma funcionária, que não fazia parte da elaboração do concurso, questões e gabaritos. “A senha encontrada para abrir as pastas de arquivo era a palavra ‘Jesus””, disse ele, em tom de indignação

Almeida disse que as investigações estão em andamento e o MP ainda avalia as provas levantadas. “Não estou aqui como sentenciador. Não queremos uma Unemat frágil. Não há caça a bruxas. Queremos uma administração transparente”.

Elencou irregularidades na contratação para realização do concurso a Faespe e que, posteriormente, foi excluída dos procedimentos. Além das fraudes, houve dispensa de licitação para contratá-la, que recebeu a responsabilidade de gerir recursos da ordem de R$ 5 milhões para promover o certame.

Não é só o concurso que está sob a mira do Ministério Público. O promotor, também, evidenciou falhas na gestão da Unemat, comandada pelo reitor Taisir Karim. Segundo ele, professores foram afastados irregularmente e outros, que deveriam dedicar-se integralmente à docência, mantêm trabalhos à parte, em detrimento do plano de ensino.

Além disso, em relaçao ao concurso, ele informou que a reitoria dificultou a disponibilização das imagens da elaboração das provas, nas quais vereficou-se espaços vazios e trechos deletados.
Presidente da CPI, o deputado Percival Muniz avaliou que as informações e as denúncias trazidas pelo promotor irão ajudar a CPI a ter uma base para nortear os trabalhos.

“Diante dessas informações e denúncias, inclusive com vários nomes envolvidos, que surgiram com este depoimento do promotor, que veio a convite da CPI, bem como das informações solicitadas pelos nossos requerimentos que estão chegando, nós estaremos marcando novos depoimentos de envolvidos para estar esclarecendo os fatos, pois não vamos esconder nada da sociedade”, assinalou Muniz, acrescentando que espera que após a CPI “a Unemat saia mais forte, transparente e democrática”.

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