Projeto do novo Teatro Municipal de São José dos Campos continua longe de ser retomado.

Teatro deveria estar pronto há dois anos, mas erro de fundação paralisou obra

Quem passa todos os dias pela Avenida Olivo Gomes, em São José dos Campos, percebe, ao lado do Parque da Cidade, uma construção inacabada: é o futuro Teatro Municipal. Só que o projeto está cada vez mais enrolado. A prefeitura deve abrir uma nova licitação – a terceira desde que a obra começou.

Ele já era para estar pronto há dois anos. Mas até agora nada do teatro virar realidade. Nem cartaz sobre a indicação da obra existe mais. “Eu acho que o prejuízo é bastante grande no sentido de que já foi gasto uma boa quantia de dinheiro nesse teatro, que poderia ter sido usado, por exemplo, para reforma das casas de cultura, o que atenderia mais para uma política de formação de platéia na cidade”, disse o ator Carlos Rosa.

A construção se transformou em uma novela. O capítulo mais recente foi no fim do ano passado. A nova licitação que tiraria, enfim, o projeto do papel, não deu certo.

Nenhuma das três empresas candidatas foi considerada habilitada. “É um projeto bastante arrojado, tem uma arquitetura audaciosa, painéis em peles de vidro, ela é toda revestida em mármore, tem uma estrutura de concreto bastante complexa. Eles tinham que comprovar em uma única obra, que já tinham executado esses serviços e essas empresas não conseguiram comprovar isso através de atestados”, explicou a secretária de obras da cidade, Flávia Pitombo.

Mas o problema começou quando um erro grave foi descoberto na fundação da obra, construída de forma invertida. A entrada do teatro deveria ser voltada para o Parque da Cidade e não para a rua como foi feita.

A empresa responsável abandonou o contrato e ainda levou quase R$ 700 mil dos cofres públicos. O caso foi parar na Justiça. Os vereadores querem o dinheiro de volta. “Que a prefeitura apresente quem é o responsável pela obra do teatro invertido e que faça esse ressarcimento aos cofres públicos, porque a prefeitura determinou a obra, a obra foi feita de forma errada”, disse a vereadora do PT, Ângela Guadagnin.

Em um relatório, a prefeitura afirma que, se houve falha, não foi de apenas um profissional, mas de um grupo. Até agora ninguém foi responsabilizado. Enquanto essa novela se arrasta, o valor da obra sobe. Se em 2006 estava previsto um custo de R$ 12,6 milhões, agora passou para R$ 23 milhões. “Porque nós fizemos uma reavaliação com relação aos serviços, a parte toda técnica, adequação de alguns serviços e com isso nós chegamos a esse valor”, reiterou a secretária de obras.

É um suspense. Os moradores esperam para ver as cenas dos próximos capítulos. “Que ele aconteça, que ele saia do papel e que tenham pessoas qualificadas para colocá-lo de pé. A gente quer poder apresentar nesse teatro, poder receber o público em um teatro que é do povo”, disse a atriz, Maria Isabel Cedotte.

Mesmo com a fundação feita de forma invertida, quando terminar a nova licitação, a empresa vencedora e representantes da prefeitura vão estudar a possibilidade de aproveitar o que foi feito. E o processo para que o dinheiro gasto com a construção volte aos cofres públicos corre na 2ª Vara da Fazenda Pública. Mas o caso está parado, aguardando o resultado da nova licitação.

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