Projeto do Mineirão para Copa tem novos arquitetos

Igor Costoli – Belo Horizonte

No início do mês, a notícia de que o escritório do arquiteto Gustavo Penna não continuaria cuidando da reforma do Mineirão foi recebida por muitos com surpresa. Responsável pela elaboração do projeto básico da reforma do estádio, o escritório de Penna foi preterido pelo consórcio que venceu a licitação para realizar o projeto executivo do gigante da Pampulha.

Reportagem publicada pelo site “Lancenet” dizia que a razão teriam sido atritos entre escritório e consórcio, algo que foi negado pelos dois lados. “As empresas que venceram a licitação nunca nos procuraram para conversar. Sempre soubemos que outro escritório poderia ser contratado, e esse é um direito do consórcio licenciado”, afirmou o arquiteto Gustavo Penna.

O Consórcio Minas Arena informou, via assessoria, que optou pelo escritório do arquiteto Bruno Campos para comandar o cronograma das obras e a realização do detalhamento do projeto executivo.

Segundo o consórcio, trata-se de escritório capacitado, credenciado por seus trabalhos para o Pan-americano de 2007 e a candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016, além dos estudos iniciais do projeto conceitual do próprio Mineirão.

“A gente participou dessa fase conceitual, a pedido do Gustavo (Penna), em 2008, e estávamos alheios a qualquer questão do Mineirão desde então”, diz Campos.

Mudanças
A pergunta que fica é o que muda no projeto original do Mineirão. E o que todos se apressam em responder é: nada. “O conceito é o mesmo, os fundamentos são os mesmos, agora entramos em detalhes”, afirma Campos. “Um projeto muito complexo como este envolve muitas disciplinas, e nosso trabalho é garantir que todas elas estejam em acordo sem interferir uma na outra”, explica.

Quando fala em disciplinas, Campos se refere a todos os trabalhos que serão realizados no estádio. Isso envolve projeto arquitetônico, cálculo estrutural, estrutura de concreto, metálica, acústica, ar-condicionado, gramado, prevenção e combate a incêndio, plano hidráulico, entre outras.

“São dezenas delas, este é um trabalho multidisciplinar de engenharia e arquitetura. Temos de garantir que isso tudo esteja integrado de modo perfeito na hora da obra.”

Acompanhamento
Apesar da saída de seu escritório, Gustavo Penna mostrou confiança com o futuro do estádio. “Foram dois anos e quatro meses nesse trabalho, para o que julgamos um final feliz. O projeto foi feito, aprovado, o estado abriu uma licitação que ocorreu em conformidade com a lei, e há um consórcio aprovado e pronto para começar o trabalho. Fornecemos um projeto de alto nível, preservando valores e cumprindo as exigências feitas. O que temos agora é que zelar pela integridade do projeto, com essa nossa sensação de dever cumprido.”

Quando perguntado se continuaria acompanhando a obra, e se trabalharia pela manutenção do projeto original, Penna afirmou considerar isso naturalmente um trabalho de todos. “Qualquer pessoa pode acompanhar a reforma do Mineirão. É o projeto de um bem público, de interesse de Minas Gerais, e do mesmo modo que todas as nossas ações foram sempre divulgadas pela imprensa, o mesmo acontecerá agora”, acredita.

O governo de Minas Gerais não quis se pronunciar sobre a mudança de escritórios.

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