Projeto de pavimentação da BR-242 é apresentado.

De Sinop – Alexandre Alves

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) realizou nesta quarta-feira (10), no auditório da Superintendência do Dnit em Mato Grosso, audiência pública sobre a pavimentação da BR-242, que emendará o Nortão ao Araguaia.

O objetivo da audiência foi o de abrir para consulta o projeto de obras do trecho de 180 km da rodovia federal, ligando Nova Ubiratã à MT-130.

Lideranças do agronegócio do estado acompanharam as discussões como o coordenador da Comissão de Logística da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Marcos da Rosa. A pavimentação da rodovia representará uma nova opção de escoamento da safra do Nortão e do Médio Norte.

O representante da Aprosoja não concorda com a mudança de trajeto, cobrada por parte dos moradores de Nova Ubiratã. As pequenas comunidades rurais do município reivindicam um desvio de pouco mais de 40 km para que a pavimentação da BR-242 possa beneficiar a comunidade local, contribuindo assim para o desenvolvimento de Nova Ubiratã e de outras cidades vizinhas.

“Se houver a concordância sobre o desvio e a demanda tiver que ir para Brasília, o projeto terá que passar por novos trâmites, como aprovação de licença ambiental pelo Ibama, e uma nova reavaliação significa retardar todo o projeto, cujo próximo passo é a fase de licitação das obras”, pondera Marcos da Rosa.

O capitão do Exército do Batalhão de Engenharia de Brasília, Inácio de Souza, apresentou o estudo técnico, econômico e ambiental de todos os lotes que compõem o projeto da BR-242. O Exército é o responsável pela elaboração do plano de trabalho e também tem interesse em ser parceiro nas obras. O capitão informou que essa vontade já foi externada informalmente pelos seus superiores ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot.

A pavimentação da rodovia entre a região do Araguaia e Sorriso poderá ser dividida em quatro lotes. O traçado para chegar à BR-158 passará por Querência. No total, o trecho entre Sorriso e Ribeirão Cascalheira tem 580 km.

A elaboração do estudo de viabilidade técnica, econômica e de possíveis alternativas de traçado começou em setembro de 2008, quando o Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro (DEC) contratou, por R$ 8.7 milhões, a pedido do Dnit, a Fundação Ricardo Franco para verificar as possibilidades.

A pavimentação da 242 é uma cobrança antiga do setor produtivo do Médio Norte de Mato Grosso, já que é considerada um importante corredor multimodal e estrutural, que cortará Mato Grosso de Leste a Oeste e ligará a região a outras vias de escoamento da produção Mato-grossense, barateando o frete.

O DNIT definirá em licitação quem executará a obra, podendo alguns dos lotes serem executados pelo 9° BEC. O prazo de execução será definido no cronograma do projeto, de acordo com o volume de serviços necessários e após avaliação das soluções técnicas propostas.

A rodovia também está inclusa na lista de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois de conclusa, poderá possibilitar o escoamento da safra matogrossense pelo Porto de Itaqui, no Maranhão. Para isso, seria necessário pavimentar outro trecho da 242 no Estado de Tocantins, da divisa com Mato Grosso até a cidade de Formosa do Araguaia.

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