Processo para conclusão de teatro em Juiz de Fora é retomado

Teatro Paschoal Carlos Magno está inacabado há mais de 30 anos. Obra é orçada em mais de R$ 6 milhões; concorrência está em andamento.

O sonho de ver finalizado o Teatro Paschoal Carlos Magno, que está há mais de 30 anos à espera de conclusão, recomeça nesta terça-feira (23) em Juiz de Fora. Está em andamento desde as 9h30 a concorrência para selecionar propostas para a contratação da empresa de engenharia que ficará responsável pelo trabalho. O edital divulgado pela Prefeitura informa que o valor máximo para contratação está estimado em R$ 6.362.325,34. A expectativa é que as obras sejam retomadas ainda no começo do próximo ano e concluídas no primeiro semestre de 2016. Segundo a assessoria da Comissão Permanente de Licitação (CPL), o resultado deve ser divulgado até o final do dia.
Segundo o edital, os proponentes apresentaram dois envelopes, um com os documentos que os tornam qualificados a realizar a obra e outro com a proposta de preços. A análise da proposta de habilitação determina quais licitantes avançam para a segunda fase. A empresa contratada terá dez dias úteis para começar o serviço, a contar da data de recebimento da Ordem de Serviço (OS), expedida pela Secretaria de Obras. O contrato terá vigência de 13 meses, a contar da primeira OS.
Parte dos mais de R$ 6 milhões do custo da reforma vem do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Para o local estão previstos, além do teatro com 400 lugares, galeria de arte, anfiteatro, espaço para reuniões e ensaios e bar, entre outros. “Além da sala principal, nós vamos ter um auditório de 60 lugares, uma galeria de arte que foi criada em um espaço que seria morto, uma sala de convivência para artistas e um café”, comentou Toninho Dutra.
Três décadas de espera
As obras no teatro começaram em 1981 e não foram concluídas. Nestes 33 anos, o teatro , com área construída de 2.080,42 metros quadrados, tornou-se depósito da Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). O projeto inicial sofreu adaptações para se tornar viável. A expectativa é que muito do que já existe seja reaproveitado. “Ele foi avaliada estrutural e tecnicamente. Ele não tem uma fissura, uma infiltração grave. Nós tivemos também a avaliação técnica do Centro Técnico da Fundação Nacional das Artes (Funarte) que fez três ou quatro visitas e ajudou na elaboração do projeto atual. Eles também validaram o teatro”, explicou o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra.
Mesmo inacabado, o local recebeu eventos, como conta o ator e antigo administrador do teatro, Henrique Simões, que realizou a apresentação de uma peça no local. “Foi montada uma arquibancada e eu representava no andar de baixo. Nós fizemos oficinas e cursos no teatro. O Marcos Marinho se apresentou aqui com outro espetáculo. Houve também algumas festas, pontuais e esporádicas, e um desfile de moda”, relembrou.
Henrique Simões lembra que houve discussões sobre algumas mudanças, no entanto, a meta é ver o Teatro Paschoal Carlos Magno concluído. “O que nós queremos hoje, diante da realidade que existe, é que ele seja terminado. Agora outras questões que a gente formulou na época, anos 80 e 90, e voltamos a falar recentemente, é o espaço cênico que não contempla outras manifestações. Você só tem o palco à italiana. Estou questionando a nível teórico. A nível prático, a gente quer que o teatro seja acabado como tal”, afirmou.

Incompleto, Teatro Paschoal Carlos Magno se tornou depósito da Funalfa (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Incompleto, Teatro Paschoal Carlos Magno se tornou depósito da Funalfa (Foto: Reprodução/ TV Integração)

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