Processo de licitação do Cepromat pode estar viciada e direcionada

Da Redação – Marcos Coutinho

O processo de licitação para contratação de empresa especializada para fornecimento de serviços firewall de bordo, sistema de proteção para a internet, realizado pelo Centro de Processamento de Dados (Cepromat), está viciado e pode estar direcionado para a empresa Ativa, com sede em Cuiabá.

“O processo já foi cancelado quatro vezes e pode haver novo cancelamento para atender aos interesses dessa empresa”, declararam fontes da Secretaria de Administração (SAD) e do próprio Cepromat. O sistema protege toda a rede web da administração estadual, da Secretaria de Fazenda (Sefaz), do Cepromat e do Tribunal de Contas (TCE).

Os “ajustes no pregão” são criminosos porque, de um modo ou de outro, haverá prejuízos para o erário estadual. Os ajustes “excluem” algumas das empresas participantes do certame de forma descarada.

No edital de licitação estão pedindo, em um dos itens, um equipamento cuja capacidade é de sete mil zlan, que são redes virtuais. “Não existe órgão no Estado com sete mil unidades. Portanto, a necessidade é questionável porque o Estado, de fato, não precisa desse equipamento na atual conjuntura”, informou uma segunda fonte do Cepromat.

No total, nove empresas participam da licitação, cujo valor valor inicial é de R$ 42 milhões, numa estimativa prevista pela própria SAD mediante consulta de mercado. O preço médio sugerido, no total, ficou em cerca de R$ 35 milhões. Ou seja: o valor fixado por estar com sobrepreço.

Para o Olhar Direto, o presidente do Cepromat, Fernando Caldart, informou que os cancelamentos se deveram aos questionamentos técnicos com relação aos equipamentos e negou qualquer direcionamento para a Ativa ou qualquer outra empresa.

“Nove empresas estão participando e todas têm condições de vencer o certame. Todas fizeram as visitas técnicas e agora vamos analisar todas as propostas. Não vejo movito para cancelar mais uma vez. Agora vai depender da SAD. Por parte do Cepromat não há mais óbces. São ténicos de todos os órgãos do governo que vão analisar”,
declarou.

Já o secretário de Administração, Bruno Martins, informou não ter conhecimento técnico sobre o assunto, mas assumiu o compromisso de convocar os técnicos do Cepromat e dos demais órgãos envolvidos para analisar a questão.

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