Prefeitura do Rio publica edital para selecionar construtora.

O Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro publicou ontem (18) edital de licitação para selecionar a construtora que será responsável pela obra da TransCarioca, via expressa que ligará o subúrbio da Penha à Barra da Tijuca.

A obra foi orçada em mais de R$ 730 milhões. Serão 28 quilômetros atravessando 14 bairros, com 37 estações para embarque e desembarque de um total estimado em 350 mil passageiros/dia.

A prefeitura do Rio quer que a via esteja pronta a tempo da Copa do Mundo de 2014. Na última segunda-feira (14), a prefeitura publicou a relação dos 3.630 imóveis a serem total ou parcialmente desapropriados para que a TransCarioca vire realidade.

Embora relacionados para desapropriação, os imóveis serão visitados por funcionários da empresa contratada e também por fiscais da prefeitura que vão avaliar o estado de conservação. Isso deverá ser feito no início do ano, já que as obras devem começar em março.

Nos locais onde haverá desapropriação, ainda não há mobilização popular ou mesmo mobilização das pessoas. A maioria das desapropriações ocorrerá em Madureira e na Penha. No Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, onde as obras terão início, a Região Administrativa e a Câmara Comunitária afirmam desconhecer o projeto, por isso, ainda não adiantaram as providências para a desapropriação dos terrenos.

A subprefeitura da Barra, que inclui a extensa área de Jacarepaguá, tem três funcionários designados para conversar com os moradores dos bairros de Freguesia, Pechincha, Vila Valqueire, Praça Seca, Tanque, Taquara e adjacências, e disse que os contatos começarão em janeiro.

Frei Valter Rubens, por exemplo, responsável pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Vicente de Carvalho, diz que vai esperar que alguém o procure para falar do projeto. “Eu não vou procurar ninguém, vou esperar que venham aqui dizer alguma coisa”. A igreja está na direção da TransCarioca e pelo menos a parte do estacionamento, à frente do terreno, será desapropriada.

Já no Conjunto Habitacional do Ipase, cuja associação de moradores vem buscando informações oficiais sobre a obra, a apreensão é grande. A presidente da associação, Regina Célia Castro da Silva, conta que os moradores a procuraram para ter informações sobre a TransCarioca.

“Ontem mesmo, quando cheguei do trabalho, fui cercada por um grupo querendo saber que obra é essa, onde vai derrubar… Os moradores estão apreensivos, até porque a maioria mora aqui há mais de 30 anos e não quer se mudar”, relatou.

Para as desapropriações, será feito o cadastramento dos moradores. Depois, uma comissão avaliará cada imóvel que estiver no trecho da via. Definido o preço de mercado do imóvel, o proprietário receberá a carta para comparecer à Procuradoria-Geral do Município. Se concordar, o morador recebe a ordem de pagamento. Se não, o caso vai para a área jurídica da prefeitura.

A prefeitura prevê que vai gastar cerca de R$ 300 milhões em desapropriações, o que dá R$ 82,7 mil por imóvel, na média.

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