Prefeitura de Bauru aposta em pó de pedra contra erosões.

Secretaria de Obras vai usar material para melhorar as ruas de terra

Bruno Mestrinelli
Agência BOM DIA

A Secretaria de Obras vai usar pó de pedra, também conhecido como piçarra, para conter as erosões em ruas de terra da cidade.
A informação é do titular da pasta, Eliseu Areco, que fez um estudo específico para encontrar uma alternativa ao asfalto em Bauru.

Segundo ele, o pó de pedra, obtido pelo processo de trituração da pedra, será empregado em ruas sem pavimentação asfáltica nos bairros com maior interferência de declividade.

“Estamos definindo alguns locais. É o caso do Santa Edwirges e do Parque Roosevelt”, conta.

De acordo com Eliseu, o pó de pedra vai proporcionar mais firmeza ao solo e evitar que as erosões se formem com as chuvas.

“A piçarra dá consistência e longevidade ao solo”, afirma. “É um processo construtivo para fazer terraplanagem, deixando a rua num declive razoável, aplicar a piçarra e, depois você vai compactando com rolo.”

Eliseu afirma que, em breve, a Secretaria de Obras vai abrir uma licitação para comprar o material. Ele estuda também utilizar o pó de pedra como sub-base para a pavimentação asfáltica em vários pontos de Bauru.

Secretário cita ganho de tempo
Questionado pelo BOM DIA sobre a eficácia de tal material no solo erosivo de Bauru, Eliseu Areco reconheceu que a chuva vai acabar levando embora a pedra triturada.

No entanto, ele ressaltou que, por ser um material mais resistente que a terra, a piçarra vai conter as erosões e proporcionar melhor qualidade nas ruas de terra por mais tempo – enquanto elas não sejam pavimentadas com asfalto.

“Onde tem manutenção a cada dois meses, consigo estender o serviço para cada seis meses”, prevê, lembrando que isso vai proporcionar mais liberdade para seu escasso maquinário. “Se a gente conseguir garantir isso por seis meses, já conseguimos desafogar a manutenção de terra, que hoje é mensal. E as máquinas passam a fazer serviços de obra e não de manutenção.”

Fracasso
Na gestão do ex-prefeito Tuga Angerami (sem partido), o Executivo investiu na compra de equipamentos para pavimentação via bloquete (bloco de concreto). O serviço foi realizado em poucas ruas e acabou desativado em seguida. Eliseu Areco afirma que não há possibilidade de os bloquetes voltarem a Bauru.

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