Prefeitos de Florianópolis e São José se reúnem com Dnit para discutir Via Expressa

Necessidade de novo encontro foi principal conclusão da conversa desta sexta-feira

Os prefeitos de Florianópolis, Cesar Souza Júnior (PSD), e de São José, Adeliana Dal Pont (PSD), participaram nesta sexta-feira (4) de uma reunião com o superintendente estadual do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), Vissilar Preto, para tratar dos próximos passos do projeto de alargamento do trecho de cinco quilômetros da Via Expressa (BR-282), rodovia de acesso à Ilha, por onde passam cerca de 180 mil veículos diariamente.

Prefeitos de Florianópolis e São José se reúnem com Dnit para discutir Via Expressa
Rosane Lima/ND
Ampliação da Via Expressa terá verba inicial de R$ 100 milhões

O encontro serviu para definir a necessidade de uma nova reunião entre as partes na próxima semana, em data a ser estabelecida.

De palpável, apenas a promessa de que a próxima reunião deve sacramentar que partes do projeto básico serão atacadas na primeira etapa da obra, cujo orçamento disponível é de R$ 100 milhões – 25% do total previsto, que é de R$ 400 milhões.

Enquanto os prefeitos esperam que o edital de licitação da obra seja lançado ainda em março, o DNIT já avisou que essa etapa só acontecerá a partir de abril.

No próximo encontro, além dos prefeitos da Capital, São José, Palhoça e Biguaçu, de representantes do DNIT, do Plamus e da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), participarão engenheiros do Consórcio Sotepa/Iguatemi/Esse, responsável pelo desenvolvimento do plano de construção.

Eles farão a exposição do projeto, em conjunto com o Dnit, e cada prefeito apontará as adequações que acharem necessárias nas áreas mais sensíveis a cada um dos municípios.

Se tudo der certo, o projeto básico, que está cerca de 90% concluído, pode enfim ser fechado. “O próximo encontro servirá para expormos qual o planejamento do DNIT para o uso desses R$ 100 milhões, porque o projeto foi aprovado por todos, mas agora vamos pegar a parte do projeto que usaremos para utilizar essa primeira parte da verba”, explica Preto.

Para Cesar, o ideal seria fazer a obra como prevê o projeto original. O prefeito ressaltou, contudo, que o momento é “de vacas magríssimas” no Brasil. “Se o projeto inicial não estiver dissociado do original é um avanço. Então daremos um voto de confiança para o Dnit, para que eles apresentem essa solução técnica e que possamos fazer a obra andar, através de ações concretas”, disse.

Prefeita de São José deseja alterações no viaduto da BR-101 que acessa a BR-282

Diante da pergunta do que poderá ser feito com os R$ 100 milhões, além de ampliar em uma pista os dois sentidos da Via Expressa, a prefeita Adeliana Dal Pont avaliou serem necessárias obras em alguns dos viadutos que cortam a rodovia, assim como obras de drenagem que contemplem o projeto como um todo. “Para que depois não tenhamos que começar algo e destruir logo ali na frente”, afirmou.

Agora, Adeliana se reunirá com sua equipe para traçar as prioridades josefenses na obra. Segundo ela, a construção de um túnel ligando o Kobrasol a Campinas e melhoramentos no viaduto da BR-101 que acessa a BR-282 são fundamentais para a mobilidade urbana de São José.

“A obra não pode trazer impacto negativo para nenhuma das cidades, e São José é a mais envolvida por ter a 101 e a Expressa cortando o município. Também queremos melhorias no viaduto da BR-101 que acessa a BR-282, para melhorarmos a mobilidade dos moradores numa região onde o trânsito é complicado e acontecem muitos acidentes”, explicou.

Superintendente da Região Metropolitana de Florianópolis, Cassio Taniguchi disse esperar que a etapa inicial de alargamento da Via Expressa comece ainda em 2016, mas reconheceu não ser tão simples isso acontecer. Mesmo assim, reforçou, com R$ 100 milhões “já é possível fazer bastante coisa para melhorar o trânsito na região”.

HISTÓRICO — Projeto e discussões

2011

DNIT começa estudo para elaboração do projeto de ampliação da capacidade do segmento urbano da Via Expressa – um trecho de 5,5 quilômetros. Pelo valor de R$ 5 milhões – metade desse valor já foi gasto, segundo o DNIT.

2012

Governos enfatizam a discussão sobre alternativas de transporte (VLT, bondinho) à Ilha e o DNIT paralisa o andamento do projeto porque elas impactariam o desenho da obra.

2014

DNIT retoma o projeto porque nenhuma alternativa de transporte à Ilha foi adotada pelos governantes.

2015

Projeto volta a estacionar no DNIT por falta de previsão orçamentária do governo federal para execução total da obra. Atualmente, o projeto encontra-se 80% concluído. Retomando a elaboração, serão necessários mais seis meses para terminá-lo.

2016

Lideranças políticas da região retomam a mobilização para cobrar a execução da obra na Via Expressa.

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