Prefeito se antecipa e depõe na Câmara.

Depoimento de Milton Martini à Comissão Processante, que estava marcado para esta terça-feira, durou cerca de 3h30. Não houve manifestações fora ou dentro do Legislativo

Edmundo Pacheco
epacheco@odiariomaringa.com.br

Para evitar manifestações, o prefeito de Sarandi, Milton Martini (PP), antecipou para esta segunda-feira (25) seu depoimento à Comissão Processante (CP) na Câmara. Oficialmente, Martini alegou à comissão que tinha compromissos em Brasília na terça. O depoimento que durou cerca de 3h30 foi tenso, mas sem incidentes.

Martini respondeu a todas as perguntas da CP e frisou várias vezes ser inocente. Apesar do grande número de pessoas presentes – cerca de 100 –, a sessão transcorreu normalmente. A CP investiga a compra de equipamentos na loja da mulher do ex-chefe de Gabinete, Ailson Donizete de Carvalho. Martini explicou que, apesar de conhecer Carvalho há 8 anos, não sabia das atividades comerciais dele nem autorizou a compra de 10 bombas costais, 10 garrafas técnicas e 150 litros de veneno.

Quando o presidente da CP, Luiz Carlos Aguiar (PPS), apresentou os documentos que comprovam a compra, Martini não reconheceu sua assinatura e pediu uma perícia. Ele também alegou que os secretários têm autonomia para fazer compras em casos de dispensa de licitação. Depois o prefeito reafirmou ter demitido Carvalho e devolvido o valor dos equipamentos comprados – R$ 7,8 mil.

Martini voltou a negar que esteja sendo investigado pelo Ministério Público (MP) e que hajam ações contra sua administração. “Eu não respondo por nenhuma ação e o município também não responde por nenhuma ação na Justiça”, disse. Aguiar ainda quis saber da ação de improbidade administrativa (nº 1026/2009) proposta pelo MP, mas Martini garantiu: “Não há ação de improbidade”.

A comissão também quis saber o que levou a Justiça a determinar o afastamento do prefeito em dezembro e Martini respondeu que não tinha conhecimento do teor da ação. “Mas tudo será provado. O Tribunal de Justiça determinou o retorno do prefeito ao cargo e reconheceu que não havia nada contra ele”.

Do lado de fora da Câmara, um grupo ensaiou uma manifestação e chegou a abrir uma faixa, com dizeres contra a corrupção, mas não passou disso. No final da sessão houve um começo de discussão entre grupos discordantes, mas o relator da CP, Aparecido Biancho (PT), ameaçou mandar esvaziar a galeria e acabou com a confusão. A CP tem agora 15 dias para concluir o relatório.

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