Prefeito manda demolir seis escolas públicas.

Em um Estado com mais de 7 milhões de habitantes e cerca de 13% de analfabetos, a demolição de escolas públicas era tudo que um prefeito não deveria fazer. Mas foi justamente o que fez o ex-prefeito de Redenção Jorge Paulo da Silva, o JPC, que administrou o município sob a legenda do PMDB. Na verdade, JPC promoveu um carnaval de irregularidades na sua gestão. A principal delas foi demolir seis escolas na zona rural do município.

JPC não só deixou crianças sem estudar, como ainda as deixou durante seis meses sem merenda escolar, tornando o município inadimplente junto ao Ministério da Educação. Outras maracutaias praticadas por JPC deixaram de cabelo em pé auditores da Controladoria Geral da União (CGU). Documentos em poder de O LIBERAL traçam um perfil das irregularidades e sinalizam para vários crimes contra os cofres públicos.

Além de destruir a educação no município, o ex-prefeito é acusado de deixar um rombo de R$ 8 milhões na Previdência, de dispensar licitação de obras suspeitas e de favorecer amigos e empresários. A documentação revela fraudes em licitação, pagamentos para serviços sem comprovação de despesas e superfaturamento na compra do prédio do Instituto de Previdência de Redenção. O Ministério Público Federal e o Estadual estão processando JPC, que também é investigado pela Polícia Federal por outras irregularidades.

O atual secretário de Educação, Antônio de Sá, relata que, ao assumir o cargo, se deparou com várias escolas demolidas na zona rural, mas nenhum documento em arquivo. Haviam sumido os AHDs dos poucos computadores da Secretaria, provocando uma situação calamitosa ante a necessidade de prestação de contas dos programas do governo federal, entre eles os recursos da merenda escolar

Tanto na zona rural como na zona urbana foram encontradas escolas sem freezer para conservação dos alimentos, sem bebedouros ou com bebedouros inadequados e banheiros quebrados. Na zona rural, a saída dos estudantes nas escolas ainda em pé era se valer do matagal, porque também desapareceram os vasos sanitários. A situação se complicou com o cancelamento de convênios com mais três escolas na cidade, tirando 5 mil alunos das salas de aula. Até a escola agrícola, única voltada para vocação da região, que é pecuária, foi abandonada, com 60 alunos sem aulas.

Com tamanho desmando administrativo, a Secretaria de Educação se viu frente a frente com mais de 100 professores com salários atrasados e empréstimos em um banco da ordem de R$ 300 mil. O dinheiro era descontado dos professores, mas, dele, o banco não viu nem a cor. A lista de inadimplência no Serasa de Rendeção foi inchada pelos professores da rede pública.

OLAVO DUTRA

Especial para O LIBERAL

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