Portas para o mundo.

Vale festejar o edital de licitação para os trabalhos de dragagem que vão aumentar de 11 para 15 metros a profundidade do Porto de São Francisco do Sul. Esta obra, prometida há muito tempo e sempre esquecida e nada como um ano pré-eleitoral para estimular a memória dos governos da hora , tem crucial importância para a economia catarinense, eis que a ampliação resultará em um incremento de aproximadamente 30% na capacidade de operação do terminal marítimo. Embarcações de maior porte, que hoje passavam ao largo, terão acesso ao porto, aumentando, substancialmente, a diversidade e a movimentação de cargas. O investimento previsto é de R$ 110 milhões, e faz parte da verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinada a melhorar a infraestrutura dos portos brasileiros, cuja decrepitude com raras exceções funciona como um dos gargalos que emperram a economia,ouver quaisquer acidentes de percurso, todo o projeto de ampliação do porto estará concluído.

Enquanto isso, a morosidade com que são executados os trabalhos de recuperação dos estragos causados ao Porto de Itajaí pela catástrofe climática de novembro de 2008 multiplica prejuízos, que a esta altura são, literalmente, incalculáveis, e não têm explicação razoável. Problemas que estão comprometendo, também, o novo terminal de Navegantes, que integra o complexo portuário do Rio Itajaí-Açu.

Quase um ano depois, o maior e mais movimentado terminal marítimo do Estado e um dos mais expressivos do país, continua com a sua capacidade operacional gravemente comprometida, apesar das promessas, apesar da mobilização das entidades empresariais do Estado e apesar das romarias de administradores públicos e parlamentares pelos gabinetes do “mundo de Alice” em que se transformou Brasília. Negócios estão sendo cancelados, prazos descumpridos e as exportações de produtos catarinenses, que têm no Porto de Itajaí uma janela aberta para o mundo, perdem compradores e arriscam-se a perder mercados inteiros, que foram conquistados em anos recentes.

Espera-se que os recursos para a obra da recuperação, prometidos por um presidente da República em lágrimas, ao sobrevoar a área da catástrofe, produzam efeitos na vida real. O lançamento do edital para a tão esperada dragagem que vai aumentar o calado do Porto de São Francisco do Sul dá atualidade à questão dos terminais marítimos de Santa Catarina, que, por sua posição geográfica estratégica, constituem uma poderosa alavanca para as exportações nacionais, base sólida para a construção do desenvolvimento sustentável.

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