Ponte ligará Acre a Rondônia.

RIO BRANCO – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está publicou no diário oficial da União, edital de licitação para a construção da ponte de 1.100 km sobre o rio Abunã na BR-364, obra considerada essencial para melhorar o tráfego de veículos entre Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

A informação foi dada ontem(30) ao senador Tião Viana pelo diretor-geral do DNIT, Luís Antônio Pagot, durante reunião com senadores do Acre e Rondônia para tratar do anúncio do estudo de viabilidade técnica e econômica da Ferrovia Transcontinental que vai ligar no futuro o litoral do Rio de Janeiro ao litoral do Pacífico peruano, passando pelo Acre.

Segundo o diretor do DNIT, a construção da ponte do rio Abunã, obra essencial para complementar o tráfego da Rodovia Interoceânica, que a partir deste ano vai ligar por asfalto o Acre ao Pacífico peruano, terá um custo estimado de R$ 155 milhões, devendo ser construída no período de dois anos, a partir da conclusão da licitação, prevista para ser concluída em três meses.

Para Tião Viana, ponte do rio Abunã, uma obra esperada há muito tempo pela população acreana e pela qual o senador luta desde 1999, primeiro ano de seu mandato, vai permitir, finalmente, a integração física entre o Acre e Rondônia pela BR-364 no sentido em direção ao Centro-Sul do país.

Estudo de viabilidade da Ferrovia Transcontinental – Outra grande notícia para o Acre foi o anúncio, feito também pelo diretor-geral do DNIT, do início dos estudos de viabilidade técnica e econômica dos trechos da Ferrovia Transcontinental que vão interligar o município rondoniense de Vilhena a Porto Velho, a capital de Rondônia a Rio Branco, e a capital acreana à localidade de Boqueirão da Esperança, na fronteira do Acre com o Peru, passando por Cruzeiro do Sul.

A notícia foi dada por Luis Pagot aos senadores Tião Viana e Valdir Raupp (PMDB-RO), que acertaram com o DNIT a realização de uma importante reunião do governo federal no dia 28 de maio próximo, em Rio Branco, com os governos e as bancadas de deputados federais e senadores da região Norte para tratar da Ferrovia Transcontinental.

Com a participação do DNIT, dos embaixadores do Brasil e do Peru, dos governos do Acre, Rondônia, Mato grosso, Goiás e Amazonas e dos deputados federais e senadores de todos esses estados, a reunião ocorrerá à véspera do Fórum dos Governadores da Amazônia, previsto para ocorrer no dia seguinte, 29 de maio. Também estarão presentes na reunião do dia 28 representantes da Associação Nacional de Transporte Ferroviário (ANTF) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo o diretor geral do DNIT, de Boqueirão da Esperança, a Ferrovia Transcontinental segue para a cidade portuária de Ilo. A ferrovia assume característica de transcontinental porque no Brasil se liga à Ferrovia Leste Oeste, que segue de Vilhena para o município goiano de Uriaçu (por onde passa a Ferrovia Norte-Sul), daí para o Distrito Federal, Belo Horizonte e termina no litoral fluminense, ou em Macaé ou em Campos.

Segundo o senador Tião Viana, a Ferrovia Transcontinental é o grande desafio estratégico do governo brasileiro na área de infraestrutura de transporte. “O Brasil está despertando para um novo modelo de transporte, o sistema modal de carga e de passageiro em grande escala e a ferrovia é a grande saída para o país. Hoje, a influência rodoviária é da ordem de 55% e é meta do governo brasileiro reduzi-la em participação proporcional para 28% nos próximos anos. Para isso, o governo federal está fazendo um grande investimento de R$ 112 bilhões, com o sistema ferroviário saindo de 25% para 35% de participação nacional”, assinalou o senador.

O diretor geral do DNIT destacou que a prioridade para o setor ferroviário começou quando o presidente Lula fez uma modificação no plano nacional ferroviário e mandou para o Congresso em maio de 2009. “A partir daí, nós temos hoje a Ferrovia Transcontinental, do Norte fluminense a Belo Horizonte, Brasília, Uruaçu (GO), atravessa o Mato Grosso por Lucas do Rio Verde, vai a Vilhena (RO), daí para Porto Velho, Rio Branco e até Boqueirão da Esperança, próximo a Cruzeiro do Sul, na divisa com Pucalpa e de Pucalpa para o porto de Ilo no Pacífico”, assinalou Pagot. (NS)

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