Polidoro é condenado por erro em licitação.

Ex-prefeito de Indaial e atual secretário regional de Timbó vai pagar multa e prestar serviços comunitários

INDAIAL – O secretário regional de Timbó, Luiz Polidoro (DEM), foi condenado a pagamento de multa, prestação de serviços comunitários e perda dos direitos políticos por cinco anos por envolvimento em processo licitatório fraudulento, feito em 1997, para compra de um caminhão. Na época, ele era prefeito de Indaial. A juiza da Comarca de Indaial, Leila Mara da Silva, considerou que Polidoro e o dono de uma revenda de carros, Alcides Bauer, desviaram R$ 5 mil dos cofres do município. A sentença da juíza previa prisão por dois anos e quatro meses para Polidoro e Bauer, mas as penas foram substituídas por multa e serviços à comunidade. Os dois podem recorrer da decisão.

Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, em março de 1997, Polidoro e um grupo de vereadores vistoriaram o caminhão Mercedez-Benz amarelo, ano 1986, de propriedade do Banco ABN/Joinville, à venda por R$ 30 mil. Os vereadores participaram da vistoria porque o município teria que fazer empréstimo para a compra, necessitando de autorização da Câmara de Vereadores. Entretanto, após a vistoria, verificou-se que havia dinheiro nos caixas do município para fazer a compra, sem necessidade de empréstimo ou de pedir autorização à Câmara.

A partir daí, de acordo com a ação, um processo licitatório teria sido forjado, na modalidade carta-convite, para a compra do caminhão. A empresa Comércio de Veículos Particulares Badenfurt, administrada por Alcides Bauer – que já tinha sido sócio da esposa de Polidoro em uma revenda de veículos dois anos antes – foi vencedora da licitação, com proposta de venda do caminhão, que não lhe pertencia, por R$ 35 mil. A homologação ocorreu no mesmo dia da abertura dos envelopes com as propostas, desrespeitando os prazos de recurso estabelecidos em lei.

A prefeitura pagou os R$ 35 mil para a empresa Badenfurt, que dias depois comprou o caminhão do banco por R$ 30 mil, conforme recibo de venda provisória emitido em nome da prefeitura. Entretanto, na hora de transferir os documentos, o banco o fez em nome de um funcionário da revendedora e só então passou para a prefeitura.

Contrapontos
Polidoro vai recorrer da decisão. Diz estar tranquilo porque a denúncia não procede. A licitação foi feita de acordo com as normas, sem intenção de prejudicar o município. Entretanto, fala que pode ter ocorrido erro administrativo.
– Se você é um prefeito atuante como eu fui, não tem tempo de ver os pormenores de todos os documentos que precisa assinar – alega.

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