Polícia Técnica faz perícia em ônibus que capotou.

*Da Redação, com informações do BATV
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A Polícia Técnica deve divulgar em 15 dias o resultado da perícia no tacógrafo do micro-ônibus que capotou na segunda-feira (28), em Camaçari, matando uma pessoa e deixando outras 12 feridas.

O aparelho registra a velocidade do veículo no momento do acidente. A polícia suspeita que o excesso de velocidade pode ter contribuído para o acidente, mas o motorista do micro-ônibus diz que capotou ao tentar desviar de um buraco.

O corpo de Luana Mascarenhas de Oliveira, de 23 anos, foi enterrado na manhã desta terça-feira (29), no Cemitério Jardim da Eternidade, em Camaçari. Amigos e parentes se emocionaram. ‘A única filha que eu tinha mulher, que só me deu alegria. Então para mim foi uma coisa que vai ficar marcada para o resto da vida’, lamenta Hélio Gomes de Oliveira, pai de Luana.

A jovem morreu ontem em um acidente na BA-512, que dá acesso ao complexo Ford, em Camaçari. Doze pessoas ficaram feridas.

O micro-ônibus da empresa Litoral Norte transportava funcionários de uma empresa de papel e celulose no Polo quando o motorista perdeu a direção e saiu da pista.

A Polícia Rodoviária Estadual não descarta a hipótese de que o ônibus estaria em alta velocidade.

O sindicalista Gilberto Pereira também acredita em excesso de velocidade. ‘Pressão para chegar no horário lá na fábrica. Tem horário para chegar. Às vezes sai atrasado, pega trânsito na cidade e tenta tirar essa diferença na estrada’, afirma.

De acordo com a empresa que administra o sistema de transporte de funcionários do Polo, os motoristas trabalham dentro de horários preestabelecidos e não precisam passar do limite de velocidade para fazer a distribuição dos funcionários.

O tacógrafo, instrumento que registra a velocidade no instante do acidente já está sendo analisado pela Polícia Técnica. O laudo da perícia fica pronto dentro de 15 dias.

Segundo o motorista Erivânio Souza, ouvido ontem na delegacia de Camaçari, o acidente aconteceu porque ele tentou desviar de um buraco.

A situação se repete na Via Parafuso, que também dá acesso ao Polo. Ela tem muitos buracos. Carros de passeio dividem espaço com veículos pesados e os motoristas precisam reduzir a velocidade para passar. Nos acostamentos, o mesmo problema.

A manutenção das estradas que dão acesso às empresas do Polo é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial, órgão subordinado à Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Mineração. A Sudic informou que publicou, este mês, no Diário Oficial a licitação para as obras de recuperação das estradas, mas ainda não há previsão para o início das obras.

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