Polêmicas fazem com que licitação de dragagem de Suape se arraste há três anos

Um dos processos de licitação de dragagem de aprofundamento mais complicado e polêmico se dá no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. Apesar de ter sido o primeiro porto a apresentar um projeto de dragagem, em 2007, passados três anos a obra ainda não foi iniciada. A intervenção pretende aprofundar o canal de acesso ao porto dos atuais 16,5 metros para 20 metros. Todo esse processo se deu durante a gestão de Fernando Bezerra, atual ministro da Integração Nacional. Em setembro de 2009, a empresa Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda. protocolou impugnação ao Edital 13/2009, da Secretaria de Portos. A partir daí, a elaboração do projeto e a licitação voltaram para as mãos de Suape.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, em entrevista ao PortoGente, diz que, basicamente, o nó da questão se dá com relação ao valor da obra. O primeiro projeto, elaborado por Suape, em 2007, apresentava valor total de 240 milhões de reais. A Secretaria de Portos (SEP) criticou o valor e refez o projeto, baixando o custo para 108 milhões de reais.

A redução do valor da obra, explica, acabou suscitando vários questionamentos por parte das empresas interessadas. “Houve até a reclamação da Somar e o fato é que o processo acabou sendo vazio. Não apareceu nenhum interessado. De maneira que o que se fez de lá (2009) para cá foi reestudar o projeto e definir de fato o valor da obra”.

O novo edital foi publicado pelo complexo portuário em dezembro de 2010, agora com o valor de R$ 280 milhões. “Fizemos uma correção no sentido de colocar a licitação um pouco mais para frente, porque ela estava marcada para acontecer no final de 2010 e início de 2011, e colocamos esse processo para 3 de fevereiro”. A medida foi adotada a pedido de empresas internacionais que queriam mais tempo para registrar seus engenheiros no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Padilha estima que a empresa ganhadora seja conhecida até abril próximo, a execução da obra está prevista para 18 meses. Serão dragados mais de seis milhões de metros cúbicos, incluindo o volume a ser dragado por derrocamento.

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