Planos afirmam que vão lutar contra restrição do município.

Os planos de assistência familiar de Umuarama já se posicionaram rigorosamente contra o projeto de lei feito pelo Executivo em parceria com a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Umuarama (Acesf) e Promotoria de Justiça. O projeto dá exclusividade à funerária municipal em fazer o tratamento de corpos (tanatopraxia) com um preço tabelado, a fim de acabar com a exploração de não associados nos planos particulares. Os empresários asseguram que não são contra a Acesf fazer também o serviço, mas repudiam a exclusividade.
PRIMEIRA VERSÃO
O sócio-proprietário da Umuprev, Luciano Souto, afirma que em parceria com outro plano e influências políticas, conseguiram parar o Projeto de Lei na Câmara de Vereadores. Ele também se defende dizendo que não faz tanatopraxia em não associados.
Luciano conta que esse problema começou há oito anos, onde apenas dois funcionários da Acesf faziam o procedimento na cidade e chegavam a cobrar até mil reais numa pequena empresa de fundo de quintal que montaram. “Em uma ocasião, o associado necessitava da tanatopraxia e pagamos R$500, a família completou o valor “.
Segundo ele, desde que a Umuprev começou a fazer a tanatopraxia em Umuarama, há dois anos, a prefeitura ainda não cedeu o alvará de funcionamento. E essa é uma queixa de todos os planos, que afirmam estar dentro das exigências.
“A Acesf pode fazer o serviço, mas queremos uma emenda no projeto para que nós possamos continuar a oferecê-lo também”, afirma Luciano. Ele ainda critica que a prefeitura está querendo cobrar R$450 num procedimento que custa apenas R$30 para o plano.
A Umuprev, segundo Luciano, faz tanatopraxia apenas em associados, sem nenhum custo, negando a denúncia de exploração feita ontem pela reportagem do Ilustrado.
SEGUNDA VERSÃO
Já o diretor administrativo da Norosplan e ex-presidente da Acesf, Cleverson Avarenga, confirma que para associados não há custo e que para não associados o preço pode variar de R$300 até R$1.500, dependendo da causa da morte de cada pessoa.
Segundo Cleverson, foi ele quem pagou a formação dos dois funcionários que trabalham na Acesf e no Norosplan, e que o discurso de que há encaminhamento direto para o seu plano é medíocre. “Somos uma empresa há oito anos no mercado, sem nenhuma ação no Fórum e temos credibilidade e preferência”, defende-se.
Ele critica o projeto de lei afirmando que a família deve ter livre escolha.
“Não vejo problema na lei em proibir que prestemos serviços a não associados, mas é querer criar um monopólio absurdo ao exigirem que até os nossos associados tenham que ir para Acesf no momento da tanatopraxia”, aponta.
O diretor explica que há casos em que, para fazer reconstituição facial, o tanatopraxista fica até seis horas trabalhando no corpo, e que o custo de R$900 é justo. “E assim como a Acesf propõe um preço baixo para pessoas carentes, nós também já chegamos a fazer o procedimento por R$200”, reitera.
O PROJETO
O Projeto de Lei Complementar Nº030/2010, apresentado a população em audiência pública e baseado no anseio da comunidade, prevê que os serviços de tanatopraxia sejam exclusivos da Acesf, entre outras providências. Porém, o projeto que já estava na Câmara, foi retirado das comissões, já que a funerária municipal ainda não possui um laboratório.
No próximo dia 16 será aberta licitação para compra de equipamentos para tanatopraxia, que deverão custar de R$7 mil a R$12mil.
Para Acesf, é preciso acabar com a exploração do serviço de conservação de corpos. O atual presidente-diretor, Luiz Fernando de Melo, afirma que o município já tem valores tabelados. A tanatopraxia irá custar R$450, contudo, para pessoas de baixa renda comprovada, ela será feita por R$150. Para os corpos que precisam fazer reconstituição fácil e a família não quiser deixar o caixão lacrado, a tanatopraxia custará R$800. Embora o procedimento não seja obrigatório, sem ele o corpo começa a se decompor rapidamente, podendo exalar mau cheiro e fazer do velório, que já é uma situação difícil, também constrangedora aos familiares.

A visão do promotor

O promotor Marcos Faleiros, que encabeçou o projeto ao perceber que há uma capela fazendo tanatopraxia e velórios em um local inapropriado da cidade, afirma respeitar as outras opiniões, mas não concorda que deva haver concorrência em momentos de luto.
Embora três empresas da cidade afirmem fazer a tanatopraxia apenas em associados e só a Norosplan confirmar que o procedimento também seja feito para toda a comunidade, o promotor disse à reportagem que todos os planos executam a tanatopraxia em não associados.
Para o promotor Marcos, não deve haver diferenciação de preços, e por experiência na própria família ele constatou que isso acontece. “O procedimento é um só e o preço também deve ser, por isso defendo que seja exclusivamente feito na Acesf, para que não haja exploração das pessoas que estão em momentos difíceis”, expõe.

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