Planilha e reajuste.

AN – Dentro do edital de licitação vai estar estipulado como vai ocorrer o reajuste? De que forma vai funcionar, em que período, seguindo quais critérios? E como garantir que as planilhas estejam menos flexíveis às mudanças de preço do diesel, dos pneus?

Ariel Pizzolatti – Modelo nós já temos. A planilha está aí, temos o controle diário. Há controle de fluxo de passageiros ligado por um sistema até a operadora. O modelo que temos é custo/sistema dividido pelo índice de passageiros por quilômetro. Mas o valor dos insumos incide violentamente no custo da passagem. Como o diesel que sobe acima da inflação, o pneu… Mas a decisão de dar a tarifa e se dá a inflação ou não, é uma decisão que cabe ao prefeito. Nós temos a responsabilidade de informar isso ao prefeito. Com o processo licitatório, será uma chance para rever o modelo. Adaptar na nova realidade que vai existir com as determinações da licitação. A tarifa será uma referência do processo licitatório.

Moacir Bogo – Se as empresas queriam o aumento de R$ 2,65 e a Prefeitura calculou em R$ 2,55 e agora ficou em R$ 2,30, como é que as empresas trabalham? Elas iam embolsar esse dinheiro? Esses vinte, trinta centavos, dá uma quantia de R$ 600 mil, R$ 700 mil por mês. Nós temos uma frota de 350 ônibus, temos uma exigência de renovar 33 por ano. Nossa obrigação este ano era comprar 30. Não veio aumento de tarifa, não vamos comprar os veículos. Essa é a perda que está prevista dentro do cálculo tarifário atual. Compramos somente dez. Suspendemos a compra de 20. Com relação à planilha, nós estudamos que para andar de ônibus custa R$ 2,60. E as empresas falam para a Prefeitura quanto custa os pneus, o diesel e aí por diante.

AN – Essa planilha é montada em cima de um modelo de 30 anos atrás.

Ariel Pizzolatti – É baseada no modelo antigo, do começo dos anos 1980. Mas sofreu uma série de atualizações. Tem que lembrar que a planilha pode ser auditada a qualquer momento.

Marcelo Harger – Essa planilha não é uma invenção nossa. É uma tabela que é usada por todo o País.

AN – Subsídio está em consideração na proposta?

Luiz Alberto – A qualidade do serviço é diretamente ligada ao preço do transporte. Para ter subsídio tem que dizer de onde vem esse dinheiro. Nós defendemos que tem que ter uma política pública de transporte nas três esferas. Se isso implica em subsídio, nós defendemos.

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